Escala de Coma de Glasgow: Cálculo em Trauma Craniano

HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Senhor de 72 anos apresentou queda de escada, com trauma craniano. Chega em PS com colar cervical e prancha rígida, apresentando vias aéreas pérvias, respiração irregular com FR entre 10-20ipm, MV+ simétrico sem RA, SatO2 = 95%aa, FC= 50bpm, pulsos cheios, TEC=2s, 2BRNF s/ sopros, PA = 174x1 00mmHg, abdome sem distensão ou sinais de peritonismo, pelve estável, com membros em flexão anormal, sem resposta verbal mesmo à dor, e abertura ocular apenas à dor. Qual o valor da Escala de Coma de Glasgow do paciente?

Alternativas

  1. A) 10
  2. B) 9
  3. C) 8
  4. D) 7
  5. E) 6

Pérola Clínica

ECG: Ocular (1-4), Verbal (1-5), Motora (1-6). Soma para TCE.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia o nível de consciência em pacientes com trauma craniano. Para este paciente: Abertura ocular à dor (2), Sem resposta verbal (1), Membros em flexão anormal (3). Totalizando 2+1+3 = 6.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente aqueles com traumatismo cranioencefálico (TCE). Sua aplicação é crucial na avaliação inicial e no monitoramento da evolução neurológica, auxiliando na tomada de decisões clínicas, como a necessidade de intubação orotraqueal e a indicação de exames de imagem. A ECG é composta por três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica. A pontuação para cada componente é: Abertura Ocular (espontânea=4, à voz=3, à dor=2, nenhuma=1); Resposta Verbal (orientada=5, confusa=4, palavras inapropriadas=3, sons incompreensíveis=2, nenhuma=1); e Resposta Motora (obedece comandos=6, localiza dor=5, retira à dor=4, flexão anormal=3, extensão anormal=2, nenhuma=1). A soma dessas pontuações varia de 3 (coma mais profundo) a 15 (plenamente consciente). Um escore ≤ 8 é classicamente associado a TCE grave e indica a necessidade de proteção de via aérea. Para residentes, dominar o cálculo da ECG é fundamental para a prática em pronto-socorro e unidades de terapia intensiva. A precisão na avaliação e registro da ECG é vital para a comunicação entre equipes e para o acompanhamento da evolução do paciente. Questões de prova frequentemente exigem o cálculo da ECG a partir de um cenário clínico, testando o conhecimento dos critérios de pontuação de cada item.

Perguntas Frequentes

Quais são os três componentes avaliados pela Escala de Coma de Glasgow?

A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes principais: abertura ocular (pontuação de 1 a 4), resposta verbal (pontuação de 1 a 5) e resposta motora (pontuação de 1 a 6). A soma dessas pontuações resulta no escore total.

Como interpretar o escore total da Escala de Coma de Glasgow?

Um escore de 13 a 15 indica TCE leve, 9 a 12 indica TCE moderado, e 3 a 8 indica TCE grave. Um escore de 8 ou menos geralmente indica a necessidade de intubação orotraqueal para proteção de via aérea.

Quais são as limitações da Escala de Coma de Glasgow?

As limitações incluem a dificuldade de avaliação em pacientes intubados (resposta verbal não avaliável), sedados, com lesões faciais ou oculares graves, ou sob efeito de álcool/drogas. Nesses casos, a avaliação clínica e outros exames complementam a ECG.

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