Escala de Glasgow no TCE: Avaliação e Queda de Pontuação

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2017

Enunciado

Um paciente vítima de TCE é transferido de um hospital do interior para o Hospital de Urgência de Teresina com pontuação da escala de Glasgow de 13. Ao ser admitido, você recalcula e obtém como melhor reposta motora uma postura em decorticação, abertura ocular aos estímulos verbais e sons incompreensíveis como melhor resposta verbal. A pontuação da escala de Glasgow desse paciente caiu em:

Alternativas

  1. A) 8 pontos.
  2. B) 7 pontos.
  3. C) 6 pontos.
  4. D) 5 pontos.
  5. E) 4 pontos.

Pérola Clínica

Glasgow: Decorticação (M3) + Abertura verbal (O3) + Sons incompreensíveis (V2) = 8 pontos.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow é crucial na avaliação inicial e reavaliação de pacientes com TCE. A postura em decorticação indica lesão acima do tronco encefálico superior, pontuando 3 para resposta motora, e sua identificação é vital para monitorar a deterioração neurológica.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente no Traumatismo Cranioencefálico (TCE). Sua aplicação inicial e reavaliações subsequentes são cruciais para classificar a gravidade do TCE e monitorar a evolução neurológica, sendo um pilar na tomada de decisões clínicas e prognósticas. A ECG avalia três parâmetros: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, cada um com uma pontuação específica. A postura de decorticação, que pontua 3 na resposta motora, é um sinal de disfunção cerebral significativa, indicando lesão acima do tronco encefálico superior. A identificação precisa de cada componente é fundamental para evitar erros na pontuação e garantir um manejo adequado do paciente. A queda na pontuação da ECG é um sinal de alerta máximo, indicando deterioração neurológica e a necessidade de investigação imediata para identificar causas reversíveis, como hematomas intracranianos expansivos ou edema cerebral. O manejo inclui otimização da oxigenação e ventilação, controle da pressão intracraniana e, se necessário, intervenção cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da Escala de Coma de Glasgow e suas pontuações?

A Escala de Glasgow avalia Abertura Ocular (1-4), Resposta Verbal (1-5) e Resposta Motora (1-6). A soma dessas pontuações resulta no escore total, variando de 3 a 15.

O que indica a postura de decorticação na Escala de Glasgow?

A postura de decorticação (M3) é caracterizada pela flexão dos membros superiores e extensão dos inferiores, indicando lesão cerebral acima do tronco encefálico, geralmente no córtex ou via corticoespinhal.

Por que é importante reavaliar a Escala de Glasgow em pacientes com TCE?

A reavaliação contínua da Escala de Glasgow permite identificar precocemente a deterioração neurológica, indicando a necessidade de intervenções urgentes como neuroimagem ou manejo da pressão intracraniana.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo