UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Um homem de 25 anos, ferido em acidente automobilístico, é admitido no departamento de emergência. Sua pupila reage lentamente e seus olhos abrem ao estímulo. Ele não obedece a comandos, mas ele geme esporadicamente. Seu braço direito apresenta deformidade e ele não responde ao estímulo, entretanto sua mão esquerda alcança propositadamente o estímulo. Suas duas pernas estão rigidamente estendidas. Sua Escala de Coma de Glasgow é:
Escore de Glasgow: Abertura Ocular (à dor = 2), Resposta Verbal (Geme = 2), Resposta Motora (Localiza dor = 5). Total = 9.
A Escala de Coma de Glasgow avalia a consciência em três componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Em caso de respostas diferentes em membros, a melhor resposta motora é sempre utilizada para a pontuação final.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente em situações de trauma cranioencefálico (TCE) e outras emergências neurológicas. Ela fornece uma pontuação objetiva que auxilia na classificação da gravidade do quadro, na tomada de decisões clínicas e no monitoramento da evolução do paciente. A ECG é composta por três componentes: abertura ocular (O), resposta verbal (V) e resposta motora (M), com pontuações que variam de 1 a 4, 1 a 5 e 1 a 6, respectivamente. A soma dessas pontuações resulta em um escore total que varia de 3 (coma profundo) a 15 (consciência plena). É crucial interpretar corretamente cada item, como a distinção entre "abertura ocular ao estímulo verbal" e "ao estímulo doloroso", e sempre considerar a melhor resposta motora em casos de assimetria. A aplicação correta da ECG é vital na prática clínica para estratificar pacientes com TCE em leve (13-15), moderado (9-12) e grave (3-8), o que impacta diretamente as condutas diagnósticas e terapêuticas. A monitorização seriada da ECG permite identificar deterioração neurológica precoce, possibilitando intervenções rápidas e potencialmente salvadoras.
A Escala de Coma de Glasgow avalia a abertura ocular, a melhor resposta verbal e a melhor resposta motora, cada um com uma pontuação específica que reflete o nível de consciência do paciente.
Em caso de respostas motoras diferentes entre os membros ou lados do corpo, deve-se sempre registrar e utilizar a melhor resposta motora observada para a pontuação final da escala.
A GCS é uma ferramenta fundamental para classificar a gravidade do trauma cranioencefálico (TCE), guiar a conduta inicial, monitorar a evolução neurológica e predizer o prognóstico do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo