SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2022
Um paciente foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) à emergência de um hospital com história de atropelamento há alguns minutos. Ao exame físico, o paciente apresenta FC =110 bpm, FR = 28 irpm, SatO2 = 90% e PA = 100 mmHg x 75 mmHg. Ao ser questionado, apenas verbaliza algumas palavras sem sentido, e demonstra abertura ocular à dor e resposta motora de flexão anormal. A ausculta respiratória indica murmúrio vesicular ausente à direita e normais à esquerda. Exames cardiovascular e abdominal não há alterações. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.Nesse caso clínico, a escala de coma de Glasgow do paciente é 9.
ECG: Abertura ocular à dor (2) + Verbal sem sentido (3) + Motora flexão anormal (3) = 8. Indica TCE grave.
A pontuação da Escala de Coma de Glasgow (ECG) é crucial na avaliação inicial de pacientes traumatizados. Abertura ocular à dor (2), verbalização de palavras sem sentido (3) e resposta motora de flexão anormal (3) somam 8 pontos, indicando um trauma cranioencefálico grave.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente em contextos de trauma cranioencefálico (TCE). Sua aplicação rápida e reprodutível é crucial na triagem e monitoramento de pacientes em emergências, auxiliando na tomada de decisões clínicas e prognósticas. A avaliação da ECG é dividida em três categorias: abertura ocular (1 a 4 pontos), resposta verbal (1 a 5 pontos) e resposta motora (1 a 6 pontos). No caso apresentado, abertura ocular à dor (2 pontos), verbalização de palavras sem sentido (3 pontos) e resposta motora de flexão anormal (3 pontos) resultam em uma pontuação total de 8. É importante diferenciar a flexão anormal (decorticação) da retirada à dor ou obediência a comandos. Uma ECG de 8 ou menos é classicamente associada a TCE grave e é um critério para intubação orotraqueal para proteção das vias aéreas. Além da ECG, a avaliação inicial do paciente traumatizado segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), que inclui a avaliação primária (ABCDE) para identificar e tratar lesões com risco de vida imediato, como o pneumotórax evidenciado pela ausculta respiratória ausente à direita.
A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Cada componente possui uma pontuação específica que, somada, determina o nível de consciência do paciente.
Uma pontuação de ECG de 8 ou menos é considerada um trauma cranioencefálico grave e geralmente indica a necessidade de intubação orotraqueal para proteção de via aérea e ventilação.
Respostas motoras anormais (flexão ou extensão), ausência de resposta verbal ou ocular, e pontuações baixas (<8) são indicativos de pior prognóstico e maior gravidade do trauma cranioencefálico.
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