Escala de Glasgow: Cálculo e Classificação do TCE

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 24 anos, sem capacete, sofreu queda de motocicleta após colidir com automóvel a cerca de 60 km/h e foi trazido pelo SAMU em prancha longa, com colar cervical. Durante a avaliação neurológica, observou-se que apresentava pupilas isocóricas e fotorreagentes, com abertura ocular à dor, emitia palavras desconexas e localizava a dor. Com base no texto, o Glasgow deste paciente e a classificação do TCE quanto à gravidade são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) Glasgow 12 e TCE Leve.
  2. B) Glasgow 11 e TCE Moderado.
  3. C) Glasgow 12 e TCE Moderado
  4. D) Glasgow 10 e TCE Moderado
  5. E) Glasgow 9 e TCE Grave.

Pérola Clínica

Glasgow 10 = Abertura ocular à dor (2) + Palavras desconexas (3) + Localiza a dor (5) → TCE Moderado (9-12).

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow é fundamental na avaliação inicial do trauma, permitindo classificar a gravidade do TCE. Um Glasgow de 10 indica um Traumatismo Cranioencefálico Moderado, exigindo monitoramento e investigação de lesões intracranianas.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente no contexto de traumatismo cranioencefálico (TCE). Ela fornece uma pontuação objetiva que auxilia na classificação da gravidade do TCE e na tomada de decisões clínicas, sendo um pilar fundamental no atendimento inicial ao traumatizado (ATLS). A ECG avalia três domínios: abertura ocular (O), resposta verbal (V) e resposta motora (M). Cada domínio recebe uma pontuação específica, e a soma total varia de 3 (coma profundo) a 15 (totalmente consciente). A classificação do TCE é baseada nessa pontuação: TCE leve (ECG 13-15), TCE moderado (ECG 9-12) e TCE grave (ECG 3-8). Pacientes com TCE moderado, como o do caso, requerem atenção especial, pois podem ter lesões intracranianas significativas e necessitam de investigação por neuroimagem e monitoramento rigoroso. A avaliação neurológica completa, incluindo o exame das pupilas, é crucial para identificar sinais de herniação cerebral ou outras complicações. A pontuação precisa de cada componente da ECG é vital; por exemplo, 'abertura ocular à dor' pontua 2, 'palavras desconexas' pontua 3 e 'localiza a dor' pontua 5. A compreensão e aplicação correta da ECG são habilidades essenciais para qualquer profissional de saúde que atenda pacientes traumatizados.

Perguntas Frequentes

Quais são os três componentes avaliados na Escala de Coma de Glasgow?

A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes principais: abertura ocular (pontuação de 1 a 4), resposta verbal (pontuação de 1 a 5) e resposta motora (pontuação de 1 a 6).

Como se classifica o Traumatismo Cranioencefálico (TCE) com base na pontuação de Glasgow?

O TCE é classificado como leve (Glasgow 13-15), moderado (Glasgow 9-12) ou grave (Glasgow 3-8), sendo essa classificação essencial para guiar a conduta e o prognóstico.

Qual a diferença entre 'localiza a dor' e 'retirada à dor' na resposta motora de Glasgow?

'Localiza a dor' (5 pontos) ocorre quando o paciente move a mão acima do nível da clavícula para tentar remover o estímulo doloroso. 'Retirada à dor' (4 pontos) é uma flexão normal do membro em resposta ao estímulo doloroso, mas sem cruzar a linha da clavícula.

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