HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
Jovem de 20 anos é trazida pelo resgate pré-hospitalar em prancha rígida e colar cervical após acidente motociclístico. É admitida comatosa, com abertura ocular à pressão, pupilas anisocóricas (direita maior que esquerda), emitindo sons incompreensíveis e com movimentos de retirada inespecífica (flexão normal). O estágio comatoso pode ser classificado pela escala de coma de Glasgow tradicional segundo a 10ª edição do ATLS (Advanced Trauma Life Support) em:
Glasgow (ATLS 10ª ed.) = Abertura Ocular (O) + Resposta Verbal (V) + Resposta Motora (M).
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é crucial na avaliação inicial de trauma. Na 10ª edição do ATLS, a pontuação é: Abertura Ocular à pressão (2), Sons incompreensíveis (2), Movimentos de retirada inespecífica/flexão normal (4). Total = 2 + 2 + 4 = 8. A anisocoria indica gravidade, mas não altera a pontuação da ECG.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, especialmente no contexto do trauma cranioencefálico (TCE). Sua aplicação é um dos pilares da avaliação neurológica inicial, conforme preconizado pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS), permitindo uma comunicação clara entre profissionais e monitoramento da evolução. A ECG avalia três componentes: Abertura Ocular (O), Resposta Verbal (V) e Resposta Motora (M). Cada componente possui uma pontuação específica: - Abertura Ocular: Espontânea (4), À voz (3), À dor/pressão (2), Nenhuma (1). - Resposta Verbal: Orientada (5), Confusa (4), Palavras inapropriadas (3), Sons incompreensíveis (2), Nenhuma (1). - Resposta Motora: Obedece comandos (6), Localiza dor (5), Retirada à dor/flexão normal (4), Flexão anormal/decorticação (3), Extensão anormal/descerebração (2), Nenhuma (1). No caso da paciente: Abertura ocular à pressão (O=2), Sons incompreensíveis (V=2), Movimentos de retirada inespecífica/flexão normal (M=4). Total = 2 + 2 + 4 = 8. A anisocoria é um sinal de alerta para herniação cerebral, mas não altera a pontuação da ECG. A correta aplicação da ECG é vital para monitorar a evolução neurológica e guiar a conduta terapêutica, indicando a necessidade de intervenções urgentes em casos de deterioração.
A ECG avalia a Abertura Ocular (O), a Melhor Resposta Verbal (V) e a Melhor Resposta Motora (M). Cada componente tem uma pontuação específica, e a soma total indica o nível de consciência do paciente.
A anisocoria não pontua diretamente na ECG, mas é um sinal neurológico grave que indica herniação cerebral ou lesão de tronco encefálico, devendo ser registrada e considerada na avaliação da gravidade do TCE e na tomada de decisão clínica.
A pontuação mínima da ECG é 3 (1 para cada componente, mesmo na ausência de resposta) e a máxima é 15, indicando um paciente totalmente consciente e responsivo. Valores menores indicam maior gravidade do comprometimento neurológico.
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