UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2020
Paciente de 25 anos sofreu acidente automobilístico, colisão carro x carro frontal. Ficou preso nas ferragens e os bombeiros já haviam efetuado a extricação do paciente. Ao chegar ao local a equipe do SAMU encontrou o paciente com sangramento em toda a face, abertura ocular espontânea, respondendo de forma desconexa às solicitações verbais, sem movimentar os membros inferiores e localizava a dor. Ventilação bilateral, pulso cheio e enchimento capilar < que 2”. Responda as questões de acordo com o caso acima: Como classificamos o traumatismo craniano de acordo com a escala de coma de Glasgow apresentada pelo paciente
TCE Moderado = Glasgow 9-12; requer TC de crânio imediata e vigilância neurológica.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) estratifica a gravidade do TCE; pontuações entre 9 e 12 indicam gravidade moderada, com alto risco de deterioração.
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é classificado pela Escala de Coma de Glasgow para padronizar a comunicação e guiar a conduta. Pacientes com TCE moderado (Glasgow 9-12) apresentam alto risco de deterioração neurológica e exigem monitorização em ambiente hospitalar com acesso a neurocirurgia. A avaliação deve ser feita após a estabilização hemodinâmica para evitar falsos resultados por hipóxia ou choque. No caso clínico, o paciente apresenta: Abertura ocular espontânea (4), Resposta verbal desconexa/confusa (4) e Localização de dor (5), totalizando 13 pontos. Embora o ATLS 10 considere 13-15 como leve, muitas bancas e protocolos de triagem classificam o 13 como o limite superior do TCE moderado devido ao potencial de lesão intracraniana significativa, justificando a classificação como moderado no contexto da questão.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia três parâmetros: Abertura Ocular (1 a 4 pontos), Resposta Verbal (1 a 5 pontos) e Resposta Motora (1 a 6 pontos). A pontuação total varia de 3 a 15. Recentemente, a ECG-P incluiu a avaliação da reatividade pupilar, subtraindo pontos (0 a 2) do total da ECG se as pupilas não reagirem à luz, mas a classificação clássica de gravidade ainda se baseia na soma dos três pilares originais.
Pacientes com TCE moderado (Glasgow 9-12) devem ser admitidos em ambiente hospitalar, preferencialmente com suporte neurocirúrgico. A conduta inclui a realização de Tomografia Computadorizada (TC) de crânio imediata para identificar lesões expansivas ou fraturas, monitorização neurológica frequente e manutenção da estabilidade hemodinâmica. Cerca de 10-15% desses pacientes podem deteriorar para um TCE grave, exigindo intervenção cirúrgica ou manejo de UTI.
O TCE é classificado como grave quando a pontuação na Escala de Coma de Glasgow é igual ou inferior a 8 (≤ 8). Nessa situação, o paciente perde a capacidade de proteger as vias aéreas e apresenta alto risco de hipertensão intracraniana. A principal intervenção imediata, além da estabilização pelo ABCDE do trauma, é o estabelecimento de uma via aérea definitiva (intubação orotraqueal) e a avaliação urgente pela neurocirurgia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo