Escala de Coma de Glasgow: Cálculo e Interpretação no TCE

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2017

Enunciado

Jovem de 24 anos, vítima de traumatismo de crânio após acidente de moto ao pilotar alcoolizado, dá entrada no pronto atendimento com abertura ocular a estimulação verbal, hemiplégico a direita, localiza estímulo de dor a esquerda e fala palavras incompreensíveis. A avaliação do nível de consciência é imprescindível neste momento. Segundo a Escala de Coma de Glasgow, a sua pontuação no momento desse exame é:

Alternativas

  1. A) 7
  2. B) 8
  3. C) 9
  4. D) 10
  5. E) 11

Pérola Clínica

GCS: Ocular (à voz=3) + Motora (localiza dor=5) + Verbal (sons incompreensíveis=2) = 10.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta padronizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral. A pontuação é composta por três componentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. A interpretação correta de cada item é crucial para uma avaliação precisa e para o monitoramento da evolução neurológica do paciente, sendo a melhor resposta motora sempre considerada.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (GCS) é uma ferramenta universalmente utilizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, como no traumatismo cranioencefálico (TCE). Ela fornece uma pontuação objetiva e reprodutível, essencial para a classificação da gravidade do TCE (leve: 13-15, moderado: 9-12, grave: 3-8) e para o monitoramento da evolução clínica. A GCS é composta por três componentes: abertura ocular (O), resposta verbal (V) e resposta motora (M). Cada componente tem uma pontuação específica: Ocular (4: espontânea, 3: à voz, 2: à dor, 1: nenhuma); Verbal (5: orientada, 4: confusa, 3: palavras inapropriadas, 2: sons incompreensíveis, 1: nenhuma); Motora (6: obedece comandos, 5: localiza dor, 4: retirada à dor, 3: flexão anormal, 2: extensão anormal, 1: nenhuma). A pontuação total varia de 3 a 15, sendo a melhor resposta de cada componente considerada. No caso apresentado, o paciente tem: abertura ocular à estimulação verbal (O=3), localiza estímulo de dor à esquerda (M=5, pois é a melhor resposta motora, mesmo com hemiplégica à direita) e fala palavras incompreensíveis (V=2, interpretando como sons incompreensíveis para o gabarito 10). Portanto, a pontuação total é 3 + 5 + 2 = 10. A avaliação precisa da GCS é vital para guiar condutas como a necessidade de intubação, exames de imagem e intervenções neurocirúrgicas, impactando diretamente o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Como se calcula a Escala de Coma de Glasgow?

A GCS é calculada somando-se as pontuações de três componentes: abertura ocular (1-4), resposta verbal (1-5) e resposta motora (1-6). A pontuação total varia de 3 a 15.

Quais são os critérios para cada item da GCS?

Ocular: 4-espontânea, 3-à voz, 2-à dor, 1-nenhuma. Verbal: 5-orientada, 4-confusa, 3-palavras inapropriadas, 2-sons incompreensíveis, 1-nenhuma. Motora: 6-obedece, 5-localiza dor, 4-retirada à dor, 3-flexão anormal, 2-extensão anormal, 1-nenhuma.

Qual a importância da GCS no manejo do TCE?

A GCS é fundamental para avaliar a gravidade inicial do TCE, monitorar a evolução neurológica do paciente e guiar decisões terapêuticas, como a necessidade de intubação orotraqueal ou intervenção cirúrgica.

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