SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 25 anos de idade foi levado ao pronto-socorro pelo Corpo de Bombeiros com relato de ter sofrido atropelamento em via pública há 30 minutos. Chegou em protocolo de trauma, contactuante, mas apenas por palavras inapropriadas, murmúrios vesiculares fisiológicos bilateralmente. Ao exame físico, apresentou SatO2 = 92%, FR = 20 irpm, PA = 100 mmHg X 60 mmHg, FC = 100 bpm, movimento de flexão à pressão e abertura ocular ausente. Tinha uma ferida cortocontusa em região parietal, sem sangramento ativo.Tendo em vista esse caso clínico, é correto afirmar que, na escala de Glasgow, trata-se de um paciente com
Glasgow ≤ 8 → Intubação orotraqueal para proteção de via aérea em trauma.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é crucial na avaliação inicial do trauma, especialmente no TCE. Uma pontuação de 8 ou menos indica comprometimento significativo da consciência e a necessidade de intubação orotraqueal para garantir a permeabilidade da via aérea e oxigenação cerebral.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral aguda, como no trauma cranioencefálico (TCE). Sua aplicação é fundamental na avaliação primária do trauma, permitindo uma rápida estratificação da gravidade e orientação de condutas. A pontuação varia de 3 (coma profundo) a 15 (plenamente consciente), sendo um preditor importante de prognóstico. A correta aplicação da ECG é vital para a tomada de decisões clínicas, especialmente no manejo da via aérea. Uma pontuação de 8 ou menos indica um comprometimento significativo da proteção da via aérea, com risco elevado de aspiração e hipóxia. Nesses casos, a intubação orotraqueal é mandatória para garantir a ventilação e oxigenação adequadas, prevenindo lesões cerebrais secundárias. No contexto de um paciente traumatizado, a avaliação da ECG deve ser realizada de forma sistemática e repetida. A identificação precoce de um Glasgow ≤ 8 permite a intervenção imediata para proteção da via aérea, o que é um pilar no manejo do trauma grave. Além disso, a ECG auxilia na monitorização da evolução neurológica e na decisão sobre a necessidade de exames complementares e intervenções neurocirúrgicas.
A ECG avalia três componentes: abertura ocular (1-4 pontos), resposta verbal (1-5 pontos) e resposta motora (1-6 pontos), totalizando de 3 a 15 pontos.
Uma pontuação de Glasgow igual ou inferior a 8 pontos é uma indicação clássica para intubação orotraqueal, visando proteger a via aérea e prevenir aspiração.
A flexão anormal (decorticação) é uma resposta estereotipada de flexão dos membros superiores e extensão dos inferiores (3 pontos), enquanto a retirada à dor é um movimento de afastamento do estímulo doloroso (4 pontos).
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