TCE Leve: Entendendo a Pontuação 14 na Escala de Glasgow

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2017

Enunciado

Paciente de 52 anos de idade, masculino, é atendido na emergência após sofrer Traumatismo Cranioencefálico (TCE) por queda de telhado. Ao exame neurológico inicial, apresentava-se alerta, porém desorientado e com períodos de agitação psicomotora. O médico que o atendeu, classificou sua avaliação inicial como TCE leve, com pontuação de 14 na escala de coma de Glasgow, pois o paciente:

Alternativas

  1. A) Encontrava-se confuso, atendendo aos comandos verbais e com abertura ocular espontânea.
  2. B) Localizava adequadamente ao estimulo doloroso, resposta verbal com palavras incompreensíveis e abria os olhos aos chamados.
  3. C) Apresentava resposta motora com flexão normal, tinha abertura ocular a estímulos dolorosos e emitia sons incompreensíveis.
  4. D) Abria os olhos a estímulos dolorosos, sem resposta verbal e durante a manipulação do exame físico, apresentava extensão anormal.

Pérola Clínica

TCE leve (Glasgow 13-15): paciente alerta, desorientado/confuso, com agitação psicomotora, pode ter Glasgow 14.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) avalia abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Um TCE leve é classificado com ECG entre 13 e 15. Um paciente confuso (V4), que atende a comandos (M6) e tem abertura ocular espontânea (O4) totaliza 14 pontos, caracterizando um TCE leve.

Contexto Educacional

O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo, sendo um desafio comum na emergência. A classificação do TCE baseada na Escala de Coma de Glasgow (ECG) é fundamental para orientar a conduta inicial e o prognóstico. O TCE leve, com ECG entre 13 e 15, embora pareça menos grave, ainda requer atenção, pois uma parcela desses pacientes pode desenvolver lesões intracranianas. A Escala de Coma de Glasgow é composta por três parâmetros: abertura ocular (O), resposta verbal (V) e resposta motora (M). Para um paciente com ECG de 14, as combinações mais comuns incluem abertura ocular espontânea (O4), resposta verbal confusa (V4) e obediência a comandos (M6). É crucial que o residente saiba pontuar corretamente cada item para uma avaliação precisa. O manejo do TCE leve envolve a identificação de fatores de risco para lesões intracranianas e a decisão sobre a necessidade de tomografia computadorizada de crânio. Pacientes com TCE leve e sem fatores de risco podem ser observados, enquanto aqueles com fatores de risco ou piora neurológica devem ser investigados com imagem e, se necessário, internados. A educação do paciente e familiares sobre sinais de alerta para retorno à emergência é essencial.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da Escala de Coma de Glasgow?

A Escala de Coma de Glasgow avalia três componentes: abertura ocular (O), resposta verbal (V) e resposta motora (M), com pontuações que variam de 1 a 4 para O, 1 a 5 para V e 1 a 6 para M.

Como é classificado o Traumatismo Cranioencefálico (TCE) pela Escala de Glasgow?

O TCE é classificado como leve (ECG 13-15), moderado (ECG 9-12) ou grave (ECG 3-8). Essa classificação inicial orienta a conduta e a necessidade de exames complementares.

Um paciente com TCE leve precisa de tomografia de crânio?

Mesmo em TCE leve, a presença de fatores de risco (como perda de consciência, amnésia, vômitos, cefaleia intensa, uso de anticoagulantes) ou sinais de alerta pode indicar a necessidade de tomografia de crânio para descartar lesões intracranianas.

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