FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Ao abordarmos pacientes com quadro de Insuficiência Respiratória, avaliamos sempre a necessidade de manejo de via aérea. Podemos considerar assim, como verdadeiras, as seguintes colocações, EXCETO uma delas. Aponte-a.
GCS < 8 é guia para intubação, não regra absoluta; avaliar contexto clínico total.
A Escala de Coma de Glasgow < 8 é um forte indicador para intubação orotraqueal, visando proteção de via aérea, mas não é o único critério. A decisão deve ser individualizada, considerando também a capacidade de proteção da via aérea, o esforço respiratório e a oxigenação/ventilação.
O manejo da via aérea em pacientes com insuficiência respiratória é uma habilidade crítica na medicina de emergência e terapia intensiva. A Escala de Coma de Glasgow (ECG), embora desenvolvida para traumatismo cranioencefálico, é amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência e o risco de comprometimento da via aérea. Uma pontuação menor que 8 é um forte indicativo de necessidade de intubação para proteção da via aérea, mas a decisão deve ser sempre contextualizada. A fisiopatologia da insuficiência respiratória envolve diversas causas, desde problemas de oxigenação (hipoxemia) até ventilação (hipercapnia). Em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a administração de oxigênio suplementar deve ser cautelosa, pois a hipoxemia crônica pode levar a uma dependência do estímulo hipóxico para a ventilação. A oferta excessiva de oxigênio pode deprimir o drive respiratório, resultando em hipercapnia e acidose respiratória, e não por dessensibilização ao pH ligúrico. O diagnóstico e monitoramento da insuficiência respiratória frequentemente utilizam a oximetria de pulso, que mede a saturação periférica de oxigênio. Contudo, sua precisão é limitada em condições de baixa perfusão periférica, como hipotensão arterial grave (PAM < 60 mmHg), choque ou vasoconstrição. A cianose, por sua vez, é um sinal de hipoxemia grave, mas sua presença depende da quantidade de hemoglobina reduzida (geralmente > 5 g/dL) e não de hemoglobina carreando CO2. Anêmicos podem não apresentar cianose mesmo com hipoxemia grave, enquanto policitêmicos podem tê-la com hipoxemia menos pronunciada, o que demonstra que a cianose não se correlaciona diretamente com a gravidade do quadro respiratório em todos os casos.
Além de GCS < 8, critérios incluem incapacidade de proteger via aérea, hipoxemia refratária, hipercapnia progressiva, fadiga muscular respiratória e risco iminente de parada respiratória.
Em pacientes com DPOC crônico, a ventilação é primariamente estimulada pela hipoxemia. Oxigênio excessivo pode suprimir esse estímulo, levando à hipoventilação e hipercapnia. O mecanismo não é o pH ligúrico.
A oximetria de pulso depende de um fluxo sanguíneo pulsátil adequado. Hipotensão (PAM < 60 mmHg) ou hipoperfusão periférica grave podem comprometer a precisão da leitura, levando a resultados falsamente baixos ou ausentes.
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