Escala de Coma de Glasgow: Componentes Essenciais para Avaliação

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020

Enunciado

Menina, 12 anos, foi atropelada enquanto andava de skate. Chega ao pronto-socorro sonolenta e referindo muita dor na região cervical. Exame físico: regular estado geral; FC = 100bpm; FR = 20 irpm; PA = 100 x 70 mmHg; pulsos cheios; localiza dor, confusa, pupilas isofotorreagentes, reflexos osteotendíneos presentes e simétricos, ausência de paralisia de pares cranianos. Os dados do exame físico utilizados para determinação da escala de coma de Glasgow são:

Alternativas

  1. A) Resposta pupilar, resposta motora, reflexos osteotendineos.
  2. B) Resposta pupilar, reflexos osteotendíneos, avaliação de pares cranianos. 
  3. C) Resposta ocular, resposta verbal, resposta motora.
  4. D) Resposta verbal, avaliação de pares cranianos, resposta motora

Pérola Clínica

ECG avalia 3 componentes: Resposta Ocular, Resposta Verbal e Resposta Motora.

Resumo-Chave

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada para avaliar o nível de consciência em pacientes com lesão cerebral. Ela é composta por três componentes principais: a melhor resposta ocular, a melhor resposta verbal e a melhor resposta motora. Outros achados neurológicos, como reflexos pupilares ou osteotendíneos, são importantes, mas não fazem parte da pontuação da ECG.

Contexto Educacional

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada e amplamente utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes, especialmente em casos de trauma cranioencefálico (TCE) ou outras lesões cerebrais agudas. Desenvolvida em 1974, sua simplicidade e reprodutibilidade a tornaram um pilar na avaliação neurológica de emergência e na monitorização da evolução clínica. A ECG avalia três aspectos da função cerebral: a melhor resposta ocular (abertura dos olhos), a melhor resposta verbal e a melhor resposta motora. Cada componente recebe uma pontuação, e a soma total varia de 3 (coma profundo) a 15 (totalmente consciente). É fundamental que residentes e estudantes de medicina dominem a aplicação correta da escala para classificar a gravidade do TCE (leve: 13-15, moderado: 9-12, grave: 3-8) e guiar a conduta. Embora outros achados neurológicos, como o reflexo pupilar, sejam cruciais para a avaliação completa do paciente com lesão cerebral, eles não são componentes da pontuação da ECG clássica. A avaliação pupilar, por exemplo, é essencial para identificar sinais de herniação cerebral. A interpretação conjunta da ECG com outros parâmetros clínicos e de imagem é vital para um manejo adequado e para prever o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os três componentes avaliados pela Escala de Coma de Glasgow?

A Escala de Coma de Glasgow avalia a melhor resposta ocular, a melhor resposta verbal e a melhor resposta motora do paciente.

Qual a importância da Escala de Coma de Glasgow no trauma cranioencefálico?

A ECG é crucial para classificar a gravidade do trauma cranioencefálico (leve, moderado, grave), monitorar a evolução neurológica do paciente e guiar decisões terapêuticas e prognósticas.

A avaliação pupilar faz parte da pontuação da Escala de Coma de Glasgow?

Não, a avaliação pupilar (tamanho, simetria e reatividade) é um componente vital do exame neurológico, mas não é incluída na pontuação da Escala de Coma de Glasgow. Existe a Glasgow Coma Scale Pupil Score (GCS-P) que combina os dois, mas a ECG clássica não inclui.

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