HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2023
De acordo com a Escala de Lesão Esplênica da American Association for the Surgery of Trauma, considera-se o trauma esplênico com hematoma e laceração subcapsular acometendo 10-50% da área de superfície do baço como grau:
Trauma esplênico AAST Grau II = hematoma subcapsular 10-50% superfície ou laceração 1-3 cm profundidade.
A Escala de Lesão Esplênica da AAST é crucial para classificar a gravidade do trauma e guiar a conduta. Um hematoma subcapsular ou laceração que afeta 10-50% da superfície do baço, ou uma laceração de 1-3 cm de profundidade sem envolvimento de vasos maiores, é classificado como Grau II, indicando uma lesão moderada.
O trauma esplênico é uma das lesões de órgão sólido mais comuns em traumas abdominais fechados, e sua correta classificação é vital para o manejo adequado. A American Association for the Surgery of Trauma (AAST) desenvolveu uma escala de graduação que é amplamente utilizada para padronizar a descrição e guiar as decisões terapêuticas. A escala AAST classifica as lesões esplênicas de Grau I a V, baseando-se em critérios como tamanho e localização de hematomas subcapsulares ou intraparenquimatosos, profundidade e extensão de lacerações, e envolvimento vascular. O Grau II, como descrito na questão, caracteriza-se por lesões de gravidade moderada, como hematomas subcapsulares que afetam 10-50% da superfície ou lacerações de 1-3 cm de profundidade. A decisão entre manejo não operatório e esplenectomia depende primariamente da estabilidade hemodinâmica do paciente e do grau da lesão. Lesões de baixo grau (I-III) em pacientes estáveis são frequentemente manejadas de forma conservadora, com monitoramento rigoroso. A compreensão detalhada de cada grau da escala AAST é fundamental para cirurgiões e residentes na avaliação e tratamento eficaz do trauma esplênico, visando preservar o baço sempre que possível.
A Escala AAST padroniza a classificação das lesões esplênicas, auxiliando na comunicação entre equipes, na estratificação de risco e na decisão entre manejo conservador ou cirúrgico, visando a preservação do órgão sempre que possível.
Fatores incluem estabilidade hemodinâmica do paciente, grau da lesão esplênica (graus I-III geralmente), ausência de outras lesões abdominais que exijam cirurgia e disponibilidade de recursos para monitoramento intensivo em ambiente hospitalar.
As complicações incluem falha do manejo não operatório (com necessidade de cirurgia), sangramento tardio, formação de pseudoaneurisma, abscesso esplênico e, raramente, infecção pós-esplenectomia em caso de falha do tratamento conservador.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo