Manejo da Dor Leve a Moderada: Paracetamol como Primeira Escolha

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2017

Enunciado

João, 35 anos de idade, procura um centro de saúde por uma dor lombar, de leve intensidade, há três dias. Não estava usando nenhum analgésico. Seu médico prescreveu paracetamol 500 mg a cada seis horas se houvesse dor. Em relação à prescrição de analgésicos para dor em adultos, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A conduta está correta, pois, na escala de analgesia, essa medicação é recomendada como primeira escolha adequada para iniciar a analgesia na maioria das pessoas com dor leve a moderada.
  2. B) O ideal é usar o primeiro analgésico prescrito na dose máxima antes de associar com outro analgésico. A dose máxima de paracetamol é 1 g, três vezes ao dia.
  3. C) Se não houver melhora da dor com paracetamol e ibuprofeno, indicar um opioide potente, como a codeína.
  4. D) Nesse caso, deve-se indicar sempre um anti-inflamatório não esteroide como primeira escolha. 

Pérola Clínica

Dor leve a moderada → Paracetamol ou AINEs são primeira escolha na escada analgésica da OMS.

Resumo-Chave

Para dor leve a moderada, o paracetamol é uma excelente primeira escolha devido ao seu perfil de segurança e eficácia. A escada analgésica da OMS orienta o tratamento da dor, começando com analgésicos não opioides e progredindo para opioides fracos e fortes conforme a intensidade da dor.

Contexto Educacional

O manejo da dor é um dos pilares da prática médica, e a compreensão da escada analgésica da Organização Mundial da Saúde (OMS) é fundamental para uma prescrição racional e eficaz. A dor, classificada em leve, moderada ou grave, guia a escolha do analgésico. Para dores de intensidade leve a moderada, como a dor lombar descrita no caso, os analgésicos não opioides são a primeira linha de tratamento, sendo o paracetamol e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) as opções mais comuns. O paracetamol é frequentemente a primeira escolha devido ao seu bom perfil de segurança, especialmente em comparação com os AINEs, que apresentam riscos gastrointestinais, renais e cardiovasculares. Sua ação analgésica e antipirética é bem estabelecida, e a dose de 500 mg a cada seis horas é uma posologia inicial adequada para dor leve a moderada. É crucial orientar o paciente sobre a dose máxima diária para evitar hepatotoxicidade, que é a principal preocupação com este fármaco. Para residentes, dominar a escada analgésica e as particularidades de cada classe de analgésicos é essencial. A escolha do medicamento deve considerar a intensidade da dor, as comorbidades do paciente, o perfil de efeitos adversos e as interações medicamentosas. Iniciar com a medicação mais segura e eficaz para o nível de dor apresentado, e escalar conforme a necessidade, é a abordagem mais prudente e baseada em evidências, garantindo o alívio da dor com o mínimo de riscos.

Perguntas Frequentes

Qual a dose máxima diária recomendada de paracetamol para adultos?

A dose máxima diária recomendada de paracetamol para adultos é geralmente de 4 gramas (4000 mg), mas em pacientes com fatores de risco para hepatotoxicidade, como alcoolismo ou doença hepática, a dose deve ser reduzida para 2-3 gramas.

Quando os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são indicados para dor?

Os AINEs são indicados para dor leve a moderada, especialmente quando há um componente inflamatório. Devem ser usados com cautela devido aos riscos gastrointestinais, renais e cardiovasculares, e geralmente não são a primeira escolha em comparação com paracetamol para dor pura.

Como a escada analgésica da OMS orienta o tratamento da dor?

A escada analgésica da OMS propõe três degraus: 1º degrau para dor leve (analgésicos não opioides como paracetamol/AINEs), 2º degrau para dor moderada (opioides fracos como codeína/tramadol, associados ou não a não opioides), e 3º degrau para dor grave (opioides potentes como morfina/fentanil, associados ou não a não opioides).

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