SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2025
A escabiose é uma doença parasitária que acomete a pele humana, causada pelo Sarcoptes scabiei, variante hominis. A doença tem alta prevalência em crianças menores de 2 anos de idade, mas pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, acometendo 300 milhões de indivíduos por ano. Sobre a escabiose, assinale a alternativa INCORRETA:
Escabiose → Transmissão exige contato direto prolongado; tratar todos os contatos simultaneamente.
A escabiose é transmitida principalmente por contato pele a pele prolongado. O ácaro sobrevive até 3 dias fora do corpo, tornando a transmissão por fômites possível, mas menos comum que o contato direto.
A escabiose é uma dermatose parasitária causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis. O sintoma patognomônico é o prurido intenso com exacerbação noturna, resultado de uma reação de hipersensibilidade do tipo IV aos ácaros, seus ovos e fezes (cíbalas). O período de incubação em uma primeira infestação pode durar de 2 a 6 semanas, tempo necessário para a sensibilização do hospedeiro. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na distribuição das lesões (espaços interdigitais, punhos, axilas, região periumbilical e genitália) e na história de contatos próximos com sintomas semelhantes. A visualização do 'túnel acarino' é altamente sugestiva. O manejo ambiental, como a lavagem de roupas de cama e vestuário em água quente (>60°C) ou o isolamento destas em sacos plásticos por 72 horas, complementa o tratamento farmacológico para garantir a erradicação do parasita.
A principal forma de transmissão da escabiose é o contato direto, pessoal e prolongado (geralmente estimado em pelo menos 15 a 20 minutos) com a pele de uma pessoa infestada. É por isso que a doença se espalha facilmente entre membros da mesma família ou parceiros sexuais. A transmissão indireta por meio de fômites (roupas, lençóis, toalhas) é menos comum, mas perfeitamente possível, pois o ácaro Sarcoptes scabiei pode sobreviver fora do hospedeiro humano por cerca de 48 a 72 horas em condições ambientais favoráveis. A afirmação de que contatos curtos (menos de 20 min) são a 'principal' forma está incorreta.
Em recém-nascidos e lactentes, a apresentação clínica da escabiose pode ser muito mais disseminada do que em adultos. Enquanto nos adultos as lesões poupam a face e o couro cabeludo, nos bebês essas áreas são frequentemente acometidas. Além disso, é comum observar o envolvimento das palmas das mãos e plantas dos pés com vesículas e pústulas. O prurido pode se manifestar como irritabilidade, choro persistente e dificuldade para dormir. Devido à fragilidade da barreira cutânea, as lesões podem apresentar eczematização e infecção secundária (impetiginização) com mais facilidade.
O tratamento deve ser estendido ao paciente e a todos os contatos domiciliares/íntimos simultaneamente para evitar a reinfestação ('efeito pingue-pongue'). A Permetrina 5% em creme é a primeira escolha, aplicada do pescoço para baixo (em bebês inclui-se a cabeça) e removida após 8-14 horas, repetindo após 7 dias. A Ivermectina oral (200 mcg/kg em dose única, repetida após 7-14 dias) é uma alternativa eficaz, especialmente em surtos ou casos resistentes, mas deve ser evitada em crianças com menos de 15 kg. Opções como enxofre a 5-10% em vaselina são preferidas para gestantes e recém-nascidos abaixo de 2 meses.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo