INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
O médico de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) recebe várias crianças de uma mesma escola da região, todas com idade entre 9 e 10 anos. A queixa é semelhante: houve surgimento, há cerca de 10 dias, de lesões vesico-papulosas associadas a prurido intenso, principalmente no horário noturno, em região interdigital, punhos, nádegas, axila e periumbilical. Observa-se, também, a presença de pústulas friáveis e crostas facilmente removíveis sobre algumas das áreas pruriginosas. Além das medidas gerais de controle, qual o tratamento indicado?
Escabiose + Pústulas/Crostas = Escabiose impetiginizada → Permetrina + Antibiótico.
O quadro de prurido noturno e lesões em áreas clássicas sugere escabiose; a presença de pústulas indica infecção secundária (impetiginização) por S. aureus ou S. pyogenes.
A escabiose é uma dermatose parasitária altamente contagiosa. A coceira é uma reação de hipersensibilidade aos ovos e fezes do ácaro. A quebra da barreira cutânea pelo ato de coçar frequentemente leva à impetiginização, exigindo terapia combinada com escabicidas e antibióticos.
O diagnóstico é clínico, baseado em prurido intenso que piora à noite e lesões papulovesiculosas em locais típicos: espaços interdigitais, punhos, axilas, região periumbilical e nádegas. Em crianças, pode haver acometimento de palmas e plantas.
A presença de pústulas e crostas sobre as lesões de escabiose indica uma infecção bacteriana secundária, geralmente por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes. A cefalexina é um excelente antibiótico de primeira linha para cobrir esses patógenos cutâneos.
Além da aplicação da permetrina 5% do pescoço para baixo (deixando agir por 8-12h), é fundamental tratar todos os contatos domiciliares simultaneamente e lavar roupas de cama e uso pessoal em água quente para evitar a reinfestação.
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