Erro Médico: Diagnóstico Tardia de Meningite e Negligência

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 34 anos, feminino, foi avaliada pelo médico no dia 20/05 pela manhã com queixa de gripe há 4 dias, e dor de ouvido com secreção amarelada à direita. Recebeu prescrição de sintomáticos. No mesmo dia à tarde voltou ao PS com história de cefaleia de forte intensidade, mal-estar, tontura e vômitos e sem febre. Foi medicada com dimenidrato injetável 2 vezes, além de tramadol, dipirona e dexametasona e dispensada para casa à noite. No dia seguinte às 23 h retornou ao hospital ainda com queixa de cefaleia. Em seu prontuário, em relação ao exame físico o médico escreveu “NDN” e prescreveu as medicações: dipirona+cetoprofeno+dexametasona injetáveis. Recebeu alta as 02H25. Menos de 04 horas após a alta, retornou ao PS de ambulância procedente da residência em mal estado geral, hipocorada, eupneica e afebril, com Glasgow 06, pupilas médio fixas não fotorreagentes, e rigidez de nuca. Com a hipótese diagnóstica de meningite foi entubada e encaminhada para UTI evoluindo com morte encefálica e óbito em 27/05. As causas foram descritas como choque neurogênico, hipertensão intracraniana e meningite bacteriana. Diante do ocorrido, a família entrou com ação cível para indenização por erro médico e no CRM para punição por infração profissional. Considerando as informações apontadas, assinale a alternativa com a conclusão do laudo do perito médico.

Alternativas

  1. A) Não houve erro médico. Em nenhum dos atendimentos havia indicativos que a paciente desenvolvia um quadro de meningite, sobretudo por haver um quadro de otite em andamento. Não há infrações quanto ao Código de Ética Médica.
  2. B) Houve erro médico. O quadro clínico da paciente indicava a meningite como um diagnóstico diferencial que deveria ter sido considerado nos dois últimos atendimentos. Houve infração ao Código de Ética Médica decorrente de negligência.
  3. C) Não houve erro médico. Apesar do quadro clínico poder sugerir meningite, o médico examinou adequadamente a paciente não tendo encontrado nenhuma alteração, nem mesmo rigidez de nuca, estando isto claro na descrição do exame físico onde afirma “NDN”. Não há infração ao Código de Ética Médica.
  4. D) Não há elementos em toda a história descrita para afirmar sobre a ocorrência ou não de erro médico ou infração ao Código de Ética Médica.

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