H. pylori e Alergia à Penicilina: Opções de Tratamento

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Um homem de 45 anos procura atendimento devido à epigastralgia em queimação há 6 meses, a qual melhora com a alimentação e com o uso de ranitidina. Ele nega uso de anti-inflamatórios não esteroides, assim como etilismo e tabagismo. Realizou endoscopia digestiva alta que revelou gastrite erosiva crônica e úlcera duodenal. A pesquisa de H. pylori foi positiva. Ele apresenta história de alergia grave à benzilpenicilina (anafilaxia). Assinale a alternativa que contém o tratamento recomendado para esse paciente.

Alternativas

  1. A) Inibidor de bomba de prótons em dose padrão +amoxicilina 1,0 g + claritromicina 500 mg, 2 vezes/dia, durante 7 dias.
  2. B) Inibidor de Bomba de Prótons em dose padrão, 2 vezes/dia + subcitrato de bismuto coloidal 120 mg, 4 vezes/dia + cloridrato de tetraciclina 500 mg, 4 vezes/dia + metronidazol 250 mg, 4 vezes/dia, durante 7 a 10 dias.
  3. C) Inibidor de bomba de prótons em dose padrão + amoxicilina 1,0 g, 2 vezes/dia nos primeiros 5 dias, seguido de Inibidor de bomba de prótons em dose padrão + claritromicina 500 mg + tinidazol 500 mg, 2 vezes/dia, por mais 5 dias.
  4. D) Inibidor de Bomba de Prótons em dose padrão, 2 vezes/dia +claritromicina 500 mg, 2 vezes/dia + metronidazol 500 mg, 2 vezes/dia, durante 10 a 14 dias.
  5. E) Inibidor de bomba de prótons em dose padrão +amoxicilina 1,0 g + claritromicina 500 mg, 2 vezes/dia, durante 10 dias.

Pérola Clínica

H. pylori + alergia grave à penicilina → terapia quádrupla com bismuto (sem amoxicilina).

Resumo-Chave

Em pacientes com infecção por H. pylori e história de alergia grave à penicilina (anafilaxia), a amoxicilina é contraindicada. A terapia quádrupla com bismuto (IBP + bismuto + tetraciclina + metronidazol) é a escolha preferencial nesses casos.

Contexto Educacional

A infecção por Helicobacter pylori é uma causa comum de gastrite crônica, úlcera péptica e está associada a um risco aumentado de câncer gástrico. A erradicação da bactéria é fundamental para a cicatrização da úlcera e prevenção de recorrências. A escolha do esquema terapêutico depende de fatores como a prevalência de resistência antimicrobiana local e a história de alergias do paciente. Em pacientes com úlcera duodenal e H. pylori positivo, o tratamento é mandatório. A presença de alergia grave à penicilina, como anafilaxia, contraindica o uso de amoxicilina, um componente comum dos esquemas de primeira linha. Nesses casos, é crucial optar por um regime alternativo que seja eficaz e seguro. A terapia quádrupla com bismuto é a opção preferencial para pacientes com alergia à penicilina. Este esquema inclui um inibidor de bomba de prótons (IBP), um sal de bismuto, tetraciclina e metronidazol, administrados por 7 a 10 dias. É um regime eficaz que evita a amoxicilina, garantindo a segurança do paciente e a erradicação bem-sucedida do H. pylori.

Perguntas Frequentes

Qual o tratamento de primeira linha para H. pylori em pacientes sem alergia à penicilina?

O tratamento de primeira linha para H. pylori em pacientes sem alergia à penicilina geralmente envolve um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose padrão, amoxicilina e claritromicina (terapia tríplice) por 10 a 14 dias, ou terapia quádrupla com bismuto.

Por que a terapia quádrupla com bismuto é indicada para H. pylori em alérgicos à penicilina?

A terapia quádrupla com bismuto (IBP + bismuto + tetraciclina + metronidazol) é indicada para pacientes com alergia à penicilina porque não contém amoxicilina, oferecendo uma alternativa eficaz para a erradicação do H. pylori.

Quais medicamentos compõem a terapia quádrupla com bismuto para H. pylori?

A terapia quádrupla com bismuto é composta por um inibidor de bomba de prótons (IBP), um sal de bismuto (como subcitrato de bismuto coloidal), tetraciclina e metronidazol.

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