UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Paciente de 68 anos, sexo feminino, portadora de doença arterial coronariana, em uso de AAS 100 mg ao dia, procura assistência médica devido a dor epigástrica. É realizada uma endoscopia digestiva alta que mostra a presença de uma úlcera gástrica, a qual é submetida a biópsia. Histologia mostra a presença da bactéria Helicobacter pylori. A paciente é orientada a fazer o tratamento para a erradicação com esomeprazol, claritromicina e amoxicilina durante 14 dias e, após 30 dias do término do tratamento proposto, realizar um novo exame para verificar se houve a erradicação da bactéria. São exames utilizados para essa finalidade, EXCETO:
Teste de erradicação H. pylori → Histologia, urease, ureia respiratória, antígeno fecal. Sorologia não avalia erradicação.
A sorologia para H. pylori (IgG/IgM) indica apenas contato prévio com a bactéria e não distingue infecção ativa de infecção erradicada, pois os anticorpos podem permanecer elevados por longos períodos mesmo após o tratamento bem-sucedido. Para verificar a erradicação, são necessários testes que detectam a presença ativa da bactéria.
O Helicobacter pylori é uma bactéria gram-negativa que coloniza a mucosa gástrica e está associada a diversas patologias, como gastrite crônica, úlcera péptica e aumento do risco de câncer gástrico. A erradicação da bactéria é fundamental para a cicatrização da úlcera e prevenção de recidivas. O tratamento padrão envolve uma combinação de inibidor de bomba de prótons (IBP) e dois ou mais antibióticos. Após o tratamento, é crucial verificar a erradicação da bactéria, especialmente em pacientes com úlcera péptica, linfoma MALT ou após ressecção de câncer gástrico precoce. Os métodos para controle de cura devem ser capazes de detectar a presença ativa da bactéria. Os testes mais utilizados para essa finalidade são: o teste respiratório da ureia (não invasivo, alta sensibilidade e especificidade), a pesquisa de antígeno fecal (não invasivo, boa acurácia), e os testes invasivos realizados por endoscopia, como a histologia da biópsia e o teste rápido da urease. A sorologia (IgG/IgM) não é recomendada para controle de cura, pois os anticorpos podem persistir por muito tempo, mesmo após a erradicação bem-sucedida, levando a resultados falso-positivos para infecção ativa.
Os testes invasivos para controle de erradicação incluem a histologia da biópsia gástrica e o teste rápido da urease, ambos realizados durante uma endoscopia digestiva alta.
A sorologia detecta anticorpos contra H. pylori, que podem permanecer positivos por meses ou anos após a erradicação bem-sucedida, não refletindo a presença atual da bactéria.
Os testes de controle de erradicação devem ser realizados pelo menos 4 semanas após o término do tratamento antibiótico e 1-2 semanas após a suspensão de inibidores de bomba de prótons (IBP) para evitar resultados falso-negativos.
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