HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2023
Homem de 64 anos de idade compareceu previamente ao ambulatório com queixa de plenitude pós-prandial, saciedade precoce e epigastralgia há três meses. Tinha história prévia de diabetes mellitus tipo 2, estando em uso de metformina. Exame físico sem alterações. Apresentou o resultado de endoscopia digestiva alta solicitada previamente, que evidenciou gastrite erosiva de antro, sendo então iniciado o uso de inibidor de bomba de próton.Retorna ao ambulatório após 4 semanas, referindo melhora parcial dos sintomas. Nesta ocasião, apresentou o resultado do anatomopatológico da biópsia de estômago, que evidenciou ausência de atipias intestinais e pesquisa para H. pylori positiva.Qual é a conduta terapêutica de primeira linha a ser adotada neste momento e qual exame deverá ser solicitado posteriormente para controle de erradicação da infecção pelo H. pylori?
H. pylori positivo + gastrite → IBP + Amoxicilina + Claritromicina; controle erradicação = antígeno fecal.
O tratamento de primeira linha para erradicação de H. pylori em gastrite erosiva é a terapia tríplice com inibidor de bomba de prótons (IBP), amoxicilina e claritromicina. O controle de erradicação deve ser feito com teste não invasivo, como a pesquisa de antígeno fecal.
A infecção por Helicobacter pylori é uma das infecções bacterianas crônicas mais comuns no mundo, desempenhando um papel crucial na patogênese de diversas doenças gastrointestinais, incluindo gastrite, úlcera péptica e, em longo prazo, câncer gástrico. A presença de H. pylori em um paciente com sintomas dispépticos e gastrite erosiva, como no caso apresentado, indica a necessidade de erradicação da bactéria para aliviar os sintomas e prevenir complicações futuras. A compreensão dos esquemas terapêuticos e dos métodos de controle é fundamental na prática clínica. O tratamento de primeira linha para a erradicação de H. pylori é geralmente a terapia tríplice, que combina um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose dupla com dois antibióticos. Os antibióticos mais comumente utilizados nesse esquema são a amoxicilina e a claritromicina, administrados por um período que varia de 7 a 14 dias. Em regiões com alta resistência à claritromicina, outros esquemas, como a terapia quádrupla com bismuto, podem ser considerados como primeira linha ou como resgate. É crucial que o paciente suspenda o uso de IBPs e antibióticos por um período antes do teste de controle para evitar resultados falso-negativos. Após a conclusão do tratamento, é imperativo confirmar a erradicação do H. pylori para garantir o sucesso terapêutico e evitar a recorrência dos sintomas ou a progressão da doença. Os métodos mais confiáveis para o controle de erradicação são os testes não invasivos, como o teste respiratório com ureia marcada (TRU) ou a pesquisa de antígeno fecal para H. pylori. A sorologia para H. pylori não é recomendada para esse fim, pois detecta anticorpos que podem persistir por meses ou anos após a erradicação, não refletindo a presença de infecção ativa. O controle deve ser realizado pelo menos 4 semanas após o término do tratamento e 2 semanas após a suspensão de IBPs.
O esquema de primeira linha mais comum é a terapia tríplice, que consiste em um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose dupla, amoxicilina e claritromicina, administrados por 7 a 14 dias, dependendo das diretrizes locais e da resistência.
Para o controle de erradicação, são indicados testes não invasivos como o teste respiratório com ureia marcada ou a pesquisa de antígeno fecal para H. pylori, realizados pelo menos 4 semanas após o término do tratamento e suspensão de IBPs.
A sorologia detecta anticorpos contra H. pylori, que podem permanecer positivos por longos períodos mesmo após a erradicação da bactéria, não sendo, portanto, um método confiável para confirmar a cura da infecção ativa.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo