INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Uma paciente de 41 anos de idade, com queixa de dor epigástrica em queimação de longa data relacionada à ingesta de alimentos condimentados, retorna em consulta ambulatorial tendo como resultado de endoscopia digestiva alta o diagnóstico de úlcera duodenal e pesquisa de H. pylori positivo. Relatava uso esporádico de antiácidos, mas com pouca melhora da dor. Nega uso de antiinflamatórios não esteroidais (AINES). Qual a associação de medicamentos com melhor nível de evidência científica para o tratamento desse caso?
Tratamento padrão H. pylori = IBP + Amoxicilina 1g + Claritromicina 500mg (14 dias).
A terapia tríplice com IBP, Amoxicilina e Claritromicina é a primeira linha recomendada para erradicação do H. pylori em pacientes com úlcera duodenal, visando cicatrização e prevenção de recidivas.
A infecção pelo Helicobacter pylori é a principal causa de úlcera péptica e um fator de risco estabelecido para adenocarcinoma gástrico e linfoma MALT. A erradicação da bactéria não apenas acelera a cicatrização da úlcera duodenal, mas virtualmente elimina o risco de recorrência ulcerosa. O sucesso do tratamento depende da adesão do paciente (devido aos efeitos colaterais gastrointestinais) e dos padrões locais de resistência bacteriana, especialmente à claritromicina. No Brasil, o Consenso de H. pylori ainda valida a terapia tríplice como primeira escolha na maioria dos cenários clínicos.
O esquema padrão consiste em um Inibidor de Bomba de Prótons (IBP) em dose plena, associado a Amoxicilina (1g) e Claritromicina (500mg), todos administrados duas vezes ao dia (12/12h) por um período de 14 dias.
O IBP eleva o pH gástrico, o que é fundamental por dois motivos: aumenta a estabilidade e a eficácia da claritromicina e da amoxicilina no meio gástrico, e induz a bactéria a um estado de replicação ativa, tornando-a mais suscetível aos antibióticos.
Em caso de falha da terapia tríplice, recomenda-se a terapia quádrupla (IBP + Bismuto + Tetraciclina + Metronidazol) ou esquemas contendo Levofloxacino, evitando repetir antibióticos já utilizados anteriormente, como a claritromicina.
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