MedEvo Simulado — Prova 2025
Um paciente de 55 anos, com histórico de doença ulcerosa péptica duodenal confirmada por endoscopia e positividade para *Helicobacter pylori*, completou um esquema de terapia tríplice padrão para erradicação. Ele retorna ao ambulatório perguntando sobre o acompanhamento e a necessidade de confirmar o sucesso do tratamento. Assinale a conduta mais apropriada para a confirmação da erradicação do *H. pylori*:
Confirmação erradicação H. pylori = TRU ou antígeno fecal, 4 semanas pós-tratamento, sem IBP.
A confirmação da erradicação do H. pylori é crucial para garantir o sucesso do tratamento da doença ulcerosa péptica. Deve ser realizada com testes não invasivos (TRU ou antígeno fecal) no mínimo 4 semanas após o término da antibioticoterapia e 1-2 semanas após a suspensão de inibidores de bomba de prótons (IBP).
A infecção por Helicobacter pylori é a principal causa de doença ulcerosa péptica e está associada a um risco aumentado de adenocarcinoma gástrico e linfoma MALT. A erradicação da bactéria é fundamental para a cura da úlcera e prevenção de recorrências e complicações. A terapia tríplice padrão, que inclui um inibidor de bomba de prótons (IBP) e dois antibióticos, é o regime mais comum. Após a conclusão do tratamento, a confirmação da erradicação é um passo crucial para garantir o sucesso terapêutico. Essa confirmação é especialmente importante em pacientes com doença ulcerosa péptica, úlceras complicadas, linfoma MALT gástrico ou histórico familiar de câncer gástrico. A fisiopatologia da infecção envolve a capacidade do H. pylori de sobreviver no ambiente ácido do estômago e causar inflamação crônica, levando à gastrite e, em alguns casos, à metaplasia, displasia e malignidade. Os métodos mais indicados para a confirmação da erradicação são os testes não invasivos: o teste respiratório da ureia (TRU) e a pesquisa de antígeno fecal. Ambos possuem alta sensibilidade e especificidade. É imperativo que esses testes sejam realizados no mínimo quatro semanas após o término da antibioticoterapia e, idealmente, após a suspensão de inibidores de bomba de prótons (IBP) por 1-2 semanas, para evitar resultados falso-negativos. A pesquisa de anticorpos IgG anti-H. pylori não é recomendada para monitoramento, pois os títulos podem permanecer elevados por longos períodos mesmo após a erradicação bem-sucedida.
A confirmação é importante para garantir que a infecção foi eliminada, prevenindo a recorrência da doença ulcerosa péptica, reduzindo o risco de complicações e, em alguns casos, diminuindo o risco de câncer gástrico.
A endoscopia com biópsia para teste rápido da urease ou histopatologia pode ser usada, mas é mais invasiva. Geralmente, é reservada para pacientes com úlceras complicadas, persistentes, ou para rastreamento de lesões pré-malignas, não sendo o método de escolha para a confirmação rotineira da erradicação.
Os IBP podem suprimir a atividade do H. pylori, levando a resultados falso-negativos nos testes de urease (TRU e biópsia) e antígeno fecal. Recomenda-se suspender o IBP por 1 a 2 semanas antes do teste.
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