FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
A erradicação do Helicobacter pylori é recomendada em pacientes com úlcera péptica ou dispepsia associada à infecção. Diversos fatores influenciam a escolha do regime terapêutico, incluindo resistência antibiótica, duração do tratamento e necessidade de confirmar a erradicação: Quais dos seguintes pontos são verdadeiros em relação ao manejo da infecção por H. pylori?
Resistência à claritromicina → principal fator de falha na terapia tripla para H. pylori.
A eficácia da terapia tripla padrão (IBP + Amoxicilina + Claritromicina) caiu drasticamente devido à resistência bacteriana, exigindo avaliação do perfil local antes da prescrição.
O manejo do Helicobacter pylori evoluiu significativamente com o aumento da resistência aos macrolídeos. A terapia tripla clássica, embora ainda utilizada, perdeu espaço para esquemas mais robustos. A fisiopatologia da infecção envolve a produção de urease e citotoxinas que agridem a mucosa gástrica, predispondo a úlceras e neoplasias. Na prática clínica, o médico deve estar atento não apenas à escolha do antibiótico, mas também à adesão do paciente e ao tempo de espera para o teste de controle. O uso de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) em doses dobradas é fundamental para otimizar a ação dos antibióticos ao elevar o pH gástrico.
A claritromicina é o componente mais potente da terapia tripla clássica. Quando a resistência local excede 15%, as taxas de erradicação caem para níveis inaceitáveis (abaixo de 80%), tornando necessário o uso de terapias alternativas, como a terapia quádrupla com bismuto ou esquemas concomitantes sem bismuto.
A confirmação é obrigatória em casos de úlcera péptica, linfoma MALT, ressecção de câncer gástrico precoce e persistência de sintomas dispépticos. O teste (preferencialmente não invasivo, como o teste da ureia respiratória) deve ser realizado no mínimo 4 semanas após o término dos antibióticos e 2 semanas após a suspensão do IBP.
Atualmente, a maioria das diretrizes internacionais e brasileiras recomenda uma duração de 14 dias para os esquemas de erradicação, visando maximizar as taxas de sucesso frente ao aumento da resistência bacteriana, superando os antigos protocolos de 7 ou 10 dias.
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