UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 70 anos, casada, comparece ao ambulatório de dermatologia com quadro grave de eritrodermia esfoliativa. Qual a conduta mais adequada para a paciente?
Eritrodermia esfoliativa grave → Internação + Biópsias múltiplas para diagnóstico etiológico (ex: psoríase).
A eritrodermia esfoliativa grave é uma emergência dermatológica que exige internação para estabilização do paciente e investigação etiológica. A realização de múltiplas biópsias em diferentes topografias é fundamental para aumentar a chance de um diagnóstico histopatológico preciso, especialmente em casos onde a causa subjacente, como a psoríase, pode ser difícil de confirmar apenas clinicamente.
A eritrodermia esfoliativa, também conhecida como dermatite esfoliativa, é uma condição dermatológica grave caracterizada por eritema e descamação que afetam mais de 90% da superfície corporal. É considerada uma emergência dermatológica devido ao alto risco de complicações sistêmicas, como desregulação térmica (perda de calor), desidratação, desequilíbrio eletrolítico, hipoalbuminemia, infecções secundárias e até insuficiência cardíaca de alto débito. O manejo inicial de um paciente com eritrodermia esfoliativa grave envolve a internação hospitalar para estabilização clínica, monitoramento de sinais vitais, reposição hidroeletrolítica e controle da temperatura. A investigação etiológica é crucial, pois a eritrodermia pode ser a manifestação de diversas condições, incluindo exacerbação de dermatoses preexistentes (psoríase, dermatite atópica), reações medicamentosas, linfomas cutâneos (micose fungoide) ou ser idiopática. Para firmar o diagnóstico, a realização de biópsias cutâneas é essencial. Em casos de eritrodermia, as características histopatológicas da doença subjacente podem estar atenuadas ou mascaradas pela intensa inflamação. Por isso, a coleta de múltiplas biópsias de diferentes topografias aumenta a chance de encontrar áreas representativas para um diagnóstico histopatológico preciso, como no caso da psoríase eritrodérmica, que pode ter achados sutis. O tratamento definitivo dependerá da causa subjacente identificada.
As causas mais comuns incluem exacerbação de dermatoses preexistentes (psoríase, dermatite atópica, dermatite seborreica), reações medicamentosas, linfomas cutâneos de células T (micose fungoide) e, em menor frequência, idiopática.
A internação é necessária devido ao risco de complicações sistêmicas como desregulação térmica, perda de fluidos e eletrólitos, hipoalbuminemia, infecções secundárias e insuficiência cardíaca de alto débito, que exigem monitoramento e suporte intensivo.
A eritrodermia pode mascarar as características histopatológicas da doença subjacente. Múltiplas biópsias de diferentes áreas aumentam a probabilidade de encontrar características diagnósticas, especialmente em casos de psoríase eritrodérmica ou linfomas cutâneos.
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