Eritrodermia Esfoliativa Grave: Diagnóstico e Manejo Hospitalar

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 70 anos, casada, comparece ao ambulatório de dermatologia com quadro grave de eritrodermia esfoliativa. Qual a conduta mais adequada para a paciente?

Alternativas

  1. A) Internar e realizar exames gerais de imagens.
  2. B) Iniciar tratamento imediato ambulatorial com methotrexate.
  3. C) Iniciar tratamento imediato ambulatorial com imunobiologicos.
  4. D) Internar e realizar 3 biopsias em topografias diferentes para firmar o diagnóstico provável de psoriase.

Pérola Clínica

Eritrodermia esfoliativa grave → Internação + Biópsias múltiplas para diagnóstico etiológico (ex: psoríase).

Resumo-Chave

A eritrodermia esfoliativa grave é uma emergência dermatológica que exige internação para estabilização do paciente e investigação etiológica. A realização de múltiplas biópsias em diferentes topografias é fundamental para aumentar a chance de um diagnóstico histopatológico preciso, especialmente em casos onde a causa subjacente, como a psoríase, pode ser difícil de confirmar apenas clinicamente.

Contexto Educacional

A eritrodermia esfoliativa, também conhecida como dermatite esfoliativa, é uma condição dermatológica grave caracterizada por eritema e descamação que afetam mais de 90% da superfície corporal. É considerada uma emergência dermatológica devido ao alto risco de complicações sistêmicas, como desregulação térmica (perda de calor), desidratação, desequilíbrio eletrolítico, hipoalbuminemia, infecções secundárias e até insuficiência cardíaca de alto débito. O manejo inicial de um paciente com eritrodermia esfoliativa grave envolve a internação hospitalar para estabilização clínica, monitoramento de sinais vitais, reposição hidroeletrolítica e controle da temperatura. A investigação etiológica é crucial, pois a eritrodermia pode ser a manifestação de diversas condições, incluindo exacerbação de dermatoses preexistentes (psoríase, dermatite atópica), reações medicamentosas, linfomas cutâneos (micose fungoide) ou ser idiopática. Para firmar o diagnóstico, a realização de biópsias cutâneas é essencial. Em casos de eritrodermia, as características histopatológicas da doença subjacente podem estar atenuadas ou mascaradas pela intensa inflamação. Por isso, a coleta de múltiplas biópsias de diferentes topografias aumenta a chance de encontrar áreas representativas para um diagnóstico histopatológico preciso, como no caso da psoríase eritrodérmica, que pode ter achados sutis. O tratamento definitivo dependerá da causa subjacente identificada.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de eritrodermia esfoliativa?

As causas mais comuns incluem exacerbação de dermatoses preexistentes (psoríase, dermatite atópica, dermatite seborreica), reações medicamentosas, linfomas cutâneos de células T (micose fungoide) e, em menor frequência, idiopática.

Por que a internação é crucial para pacientes com eritrodermia grave?

A internação é necessária devido ao risco de complicações sistêmicas como desregulação térmica, perda de fluidos e eletrólitos, hipoalbuminemia, infecções secundárias e insuficiência cardíaca de alto débito, que exigem monitoramento e suporte intensivo.

Qual a importância das biópsias múltiplas no diagnóstico da eritrodermia?

A eritrodermia pode mascarar as características histopatológicas da doença subjacente. Múltiplas biópsias de diferentes áreas aumentam a probabilidade de encontrar características diagnósticas, especialmente em casos de psoríase eritrodérmica ou linfomas cutâneos.

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