SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Foram avaliados esfregaços de sangue periférico de cinco pacientes. Em um deles chamou atenção grande quantidade de eritrócitos em alvo (leptócitos). Trata-se provavelmente do individuo com diagnóstico de
Eritrócitos em alvo (leptócitos) → Doença falciforme, talassemia, doença hepática crônica, esplenectomia.
Eritrócitos em alvo são característicos de condições onde há um excesso de membrana em relação ao volume de hemoglobina, como nas hemoglobinopatias (doença falciforme, talassemias), doenças hepáticas crônicas e pós-esplenectomia. Na doença falciforme, embora as células falciformes sejam o achado mais marcante, os eritrócitos em alvo também podem estar presentes.
A análise do esfregaço de sangue periférico é uma ferramenta diagnóstica fundamental em hematologia, permitindo a identificação de alterações morfológicas nos eritrócitos que podem direcionar o diagnóstico. Os eritrócitos em alvo, também conhecidos como leptócitos, são células com uma área central de hemoglobina rodeada por um anel pálido e, em seguida, um anel externo de hemoglobina, assemelhando-se a um alvo. A presença de grande quantidade de eritrócitos em alvo é um achado importante e sugere algumas condições específicas. As principais causas incluem as hemoglobinopatias (como talassemias e doença falciforme), doenças hepáticas crônicas (devido a alterações na composição lipídica da membrana eritrocitária) e estados pós-esplenectomia (onde a remoção do baço impede a depuração de células anormais). Na doença falciforme, embora as células falciformes sejam o marco, os eritrócitos em alvo podem estar presentes, especialmente em variantes ou em pacientes com esplenectomia funcional. Para o residente, é crucial reconhecer a morfologia dos eritrócitos e associá-la aos diagnósticos diferenciais. No contexto de uma questão de prova, a presença de eritrócitos em alvo deve levar à consideração de hemoglobinopatias como a doença falciforme, que é uma causa comum e clinicamente relevante. A correlação com outros achados clínicos e laboratoriais é essencial para o diagnóstico definitivo e manejo adequado do paciente.
As principais causas incluem hemoglobinopatias (talassemias, doença falciforme), doenças hepáticas crônicas, esplenectomia e deficiência de ferro.
Eles se formam devido a um excesso de membrana celular em relação ao conteúdo de hemoglobina, resultando em uma distribuição desigual da hemoglobina e uma área central mais escura, semelhante a um alvo.
Embora as células falciformes sejam o achado mais característico, a presença de eritrócitos em alvo na doença falciforme pode indicar a coexistência de traço talassêmico ou ser um achado inespecífico, mas que contribui para o perfil morfológico da anemia.
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