SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Recém-nascido a termo, com 5 dias de vida, é levado à emergência por apresentar lesões avermelhadas pelo corpo. Seu responsável refere que o bebê teve alta da maternidade com 48 horas de vida e que, ao chegar ao domicílio, notou pequenas lesões avermelhadas, principalmente, no tronco, que, com o passar dos dias, espalharam-se por todo o corpo. Ao exame, o paciente encontra-se em bom estado geral, ativo e reativo, com fontanela anterior normotensa, ictérico +/4+ (zona I de Kramer), acianótico, afebril, hidratado, corado e com boa perfusão periférica. Chamam a atenção diversas lesões pustulosas com halo eritematoso de 1 a 2mm, firmes, amplamente distribuídas pelo corpo, poupando palmas das mãos e plantas dos pés. Restante do exame físico sem alterações. O esfregaço da secreção purulenta evidenciou grande quantidade de eosinófilos. O diagnóstico mais provável das lesões é:
Eritema tóxico neonatal: pústulas estéreis com halo eritematoso, eosinófilos no esfregaço, poupa palmas/plantas, RN em bom estado geral.
O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada, comum em recém-nascidos a termo, caracterizada por lesões pustulosas ou maculopapulares com halo eritematoso, e a presença de eosinófilos no esfregaço é um achado diagnóstico chave.
As lesões cutâneas no período neonatal são frequentes e muitas vezes benignas, mas podem gerar preocupação nos pais e nos profissionais de saúde. O eritema tóxico neonatal é uma das dermatoses transitórias mais comuns, afetando até 70% dos recém-nascidos a termo, geralmente entre o segundo e o quinto dia de vida. É uma condição autolimitada e benigna, sem implicações sistêmicas. Clinicamente, o eritema tóxico neonatal se apresenta como máculas eritematosas, pápulas ou pústulas de 1 a 2 mm, com um halo avermelhado, distribuídas predominantemente no tronco e extremidades proximais, poupando palmas das mãos e plantas dos pés. As lesões podem aparecer e desaparecer rapidamente, migrando pelo corpo. O recém-nascido encontra-se em bom estado geral, sem febre ou outros sinais de doença sistêmica. A etiologia exata é desconhecida, mas acredita-se que seja uma reação imune imatura aos antígenos microbianos da pele. O diagnóstico é clínico, mas em casos atípicos ou para diferenciação de infecções, o esfregaço da pústula pode ser útil, revelando a presença de numerosos eosinófilos e ausência de bactérias. O tratamento é desnecessário, pois a condição resolve-se espontaneamente em uma a duas semanas. É fundamental tranquilizar os pais e evitar intervenções desnecessárias, como o uso de antibióticos tópicos ou sistêmicos.
O eritema tóxico neonatal manifesta-se com lesões maculopapulares eritematosas que evoluem para pústulas amareladas ou esbranquiçadas, cercadas por um halo eritematoso. As lesões são firmes, amplamente distribuídas, mas poupam palmas e plantas.
O esfregaço da secreção das pústulas, quando realizado, revela a presença de grande quantidade de eosinófilos, um achado patognomônico que ajuda a diferenciar o eritema tóxico de outras lesões pustulosas neonatais, como infecções bacterianas.
O eritema tóxico cursa com RN em bom estado geral, pústulas estéreis com eosinófilos e poupa palmas/plantas. O impetigo é causado por bactérias (geralmente S. aureus), pode ter sinais sistêmicos, pústulas com neutrófilos e pode afetar qualquer área.
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