UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Recém-nascido, com 3 dias de vida, apresentando lesões de pele pelo corpo. As lesões desaparecem de uma área e surgem em outra área em horas. RN nasceu de 39 semanas e 6 dias de parto vaginal com bolsa rota de 12h, sem intercorrências. Ao exame físico há presença de lesões máculo-papulares e até vesículas eritematosas em face, tronco e membros, não acometendo palmas das mãos ou plantas dos pés. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico do caso:
Eritema tóxico neonatal = lesões máculo-papulares/vesiculares eritematosas migratórias, poupa palmas/plantas, benigno.
O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada, comum em recém-nascidos a termo. Caracteriza-se por lesões polimórficas que surgem e desaparecem rapidamente, sem necessidade de tratamento.
O eritema tóxico neonatal é uma das dermatoses mais comuns e benignas do recém-nascido, afetando até 70% dos neonatos a termo. Sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico correto para evitar ansiedade parental e intervenções desnecessárias, sendo um tema frequente em provas de residência. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se estar relacionada à ativação imune no folículo piloso. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de lesões máculo-papulares e/ou vesiculares eritematosas, que podem conter pústulas estéreis, com característica migratória e poupando palmas e plantas. O tratamento é de suporte, com orientação aos pais sobre a natureza benigna e autolimitada da condição. É crucial diferenciá-lo de infecções como impetigo ou herpes neonatal, que exigiriam intervenção médica urgente, mas o eritema tóxico não cursa com sinais sistêmicos.
O eritema tóxico neonatal se manifesta com máculas, pápulas e vesículas eritematosas, que podem ser migratórias e poupam palmas e plantas dos pés.
Não há tratamento específico para o eritema tóxico neonatal, pois é uma condição benigna e autolimitada que desaparece espontaneamente em dias ou semanas.
A diferenciação se baseia na apresentação clínica (lesões migratórias, poupando palmas/plantas), ausência de sinais sistêmicos e, se necessário, esfregaço de Tzanck negativo para células gigantes.
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