Eritema Tóxico Neonatal: Diagnóstico e Manejo

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Um recém-nascido a termo, com idade gestacional de 39 semanas, APGAR 8/9, com peso de nascimento de 3.300 g, é levado por sua mãe, com 7 dias de vida, para primeira consulta a uma unidade básica de saúde. Observam-se lesões papulares, com halo eritematoso de tamanhos variáveis com até 2 cm de diâmetro em face e tronco. A mãe relata que essas lesões surgiram por volta do 3º dia de vida. O bebê segue ativo, sugando bem o seio materno e com peso atual superior ao peso de nascimento. Com base nas informações desse quadro clínico, o diagnóstico para as lesões apresentadas é

Alternativas

  1. A) miliária rubra.
  2. B) eritema tóxico.
  3. C) melanose pustulosa.
  4. D) candidíase neonatal. 

Pérola Clínica

RN a termo, 3º dia de vida, pápulas/pústulas com halo eritematoso em face/tronco → Eritema Tóxico Neonatal.

Resumo-Chave

O eritema tóxico neonatal é uma condição cutânea benigna e autolimitada, muito comum em recém-nascidos a termo, que se manifesta nos primeiros dias de vida. Caracteriza-se por pápulas ou pústulas amareladas sobre uma base eritematosa, principalmente em tronco e face, e não requer tratamento específico, desaparecendo espontaneamente.

Contexto Educacional

O recém-nascido apresenta uma pele imatura e reativa, sendo comum o surgimento de diversas lesões cutâneas transitórias e benignas nos primeiros dias ou semanas de vida. O eritema tóxico neonatal é uma das dermatoses neonatais mais frequentes, afetando cerca de 30% a 70% dos recém-nascidos a termo, e é crucial para o pediatra e o residente saber diferenciá-lo de condições mais graves. Clinicamente, o eritema tóxico neonatal se caracteriza pelo aparecimento de pápulas ou pústulas amareladas, de 1 a 3 mm, circundadas por um halo eritematoso, que podem coalescer. As lesões são mais comuns no tronco, face e extremidades, poupando palmas e plantas, e geralmente surgem entre o 2º e o 5º dia de vida. A etiologia exata é desconhecida, mas acredita-se estar relacionada à ativação do sistema imune inato na pele. O diagnóstico é clínico, baseado na morfologia das lesões e no bom estado geral do bebê. O prognóstico é excelente, pois o eritema tóxico neonatal é uma condição autolimitada que se resolve espontaneamente em poucos dias ou semanas, sem deixar sequelas. Não requer tratamento específico, sendo a principal conduta tranquilizar os pais e evitar manipulações desnecessárias das lesões. É fundamental o conhecimento do diagnóstico diferencial com outras lesões neonatais, como miliária, melanose pustulosa transitória neonatal, candidíase congênita ou infecções bacterianas, para evitar tratamentos inadequados.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do eritema tóxico neonatal?

O eritema tóxico neonatal se manifesta como pápulas ou pústulas amareladas de 1-3 mm, circundadas por um halo eritematoso, que podem coalescer. As lesões são transitórias e aparecem principalmente no tronco, face e extremidades, poupando palmas e plantas.

Quando o eritema tóxico neonatal geralmente aparece e quanto tempo dura?

Geralmente surge entre o 2º e o 5º dia de vida, mas pode aparecer até 2 semanas. As lesões são fugazes, podendo surgir e desaparecer em poucas horas, e a condição geralmente se resolve espontaneamente em 5 a 14 dias.

Qual o tratamento para o eritema tóxico neonatal?

Não há tratamento específico para o eritema tóxico neonatal, pois é uma condição benigna e autolimitada. É importante tranquilizar os pais e orientar sobre a natureza inofensiva das lesões, evitando intervenções desnecessárias.

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