SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023
Um recém-nascido apresentou numerosas lesões vasculares, papulares ou pustulosas, amarelo-esbranquiçadas, com halo eritematoso, de pequeno tamanho, em toda superfície corporal, poupando palmas e plantas, que surgiram até 48 horas após o nascimento. O pediatra orientou observação e elas desapareceram em 12 dias. Considerando a etiologia da principal hipótese diagnóstica, assinale a opção correta.
Eritema tóxico neonatal: lesões papulopustulosas com halo eritematoso em RN <48h, poupa palmas/plantas, benigno e autolimitado.
O eritema tóxico neonatal é uma condição cutânea benigna e autolimitada, comum em recém-nascidos, que se manifesta com lesões papulopustulosas e eritematosas. Sua etiologia exata é desconhecida, mas teorias incluem fatores imunológicos e ambientais, não sendo de origem infecciosa viral ou bacteriana.
O eritema tóxico neonatal é uma das dermatoses mais comuns em recém-nascidos a termo, afetando até 70% deles. Caracteriza-se pelo surgimento de lesões cutâneas benignas e autolimitadas, geralmente nas primeiras 48 horas de vida. Sua importância clínica reside principalmente na necessidade de um diagnóstico correto para evitar preocupações desnecessárias dos pais e intervenções médicas indevidas, sendo um tema frequente em provas de residência médica em Pediatria e Neonatologia. A fisiopatologia exata do eritema tóxico neonatal ainda é desconhecida, mas teorias sugerem uma resposta imune imatura a antígenos foliculares ou fatores ambientais. As lesões são pápulas e pústulas estéreis, contendo eosinófilos, o que as diferencia de infecções bacterianas. O diagnóstico é clínico, baseado na aparência típica das lesões (pápulas ou pústulas amarelo-esbranquiçadas com halo eritematoso, poupando palmas e plantas) e no curso benigno. Não são necessários exames laboratoriais ou biópsias para a confirmação. O tratamento do eritema tóxico neonatal é meramente de observação e tranquilização dos pais, pois as lesões desaparecem espontaneamente em poucos dias ou semanas, sem deixar sequelas. É crucial que o residente saiba diferenciar esta condição de outras dermatoses neonatais mais graves, como infecções bacterianas ou virais, para garantir o manejo adequado e evitar o uso desnecessário de antibióticos ou outras terapias. O prognóstico é excelente.
O eritema tóxico neonatal se manifesta com pápulas e pústulas amarelo-esbranquiçadas, circundadas por um halo eritematoso, que surgem nas primeiras 24-48 horas de vida. As lesões são disseminadas pelo corpo, mas poupam palmas e plantas, e desaparecem espontaneamente em poucos dias.
A conduta para o eritema tóxico neonatal é expectante, pois a condição é benigna e autolimitada, não necessitando de tratamento específico. A orientação aos pais sobre a natureza transitória e inofensiva das lesões é fundamental.
A diferenciação se baseia na morfologia das lesões (pápulas/pústulas com halo eritematoso), distribuição (poupando palmas/plantas), e curso clínico (surgimento precoce e resolução espontânea). Infecções bacterianas (p. ex., impetigo) geralmente têm pústulas maiores, podem ser febris e não se resolvem espontaneamente. Milia e melanose pustulosa transitória neonatal são outras condições a serem consideradas.
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