Eritema Tóxico Neonatal: Diagnóstico e Manejo

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025

Enunciado

Recém-nascido, cinco dias de vida, a termo, apresenta há 24-48 horas máculas, pápulas e pústulas eritematosas localizadas em fronte, face, tronco e membros, sem acometimento de palmas das mãos e plantas dos pés. Mãe relata que as lesões desaparecem de uma área e surgem em outra área em horas e que o RN se encontra em excelente estado geral e sugando bem o seio materno. O diagnóstico mais provável nesse caso é:

Alternativas

  1. A) miliária.
  2. B) impetigo.
  3. C) eritema tóxico.
  4. D) melanose p ustular transitória.
  5. E) molusco contagioso.

Pérola Clínica

RN 5d, lesões polimórficas eritematosas (máculas, pápulas, pústulas) que migram e bom estado geral → Eritema Tóxico Neonatal.

Resumo-Chave

O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada, comum em RN a termo, caracterizada por lesões polimórficas que aparecem e desaparecem rapidamente, sem comprometer o estado geral do bebê.

Contexto Educacional

O eritema tóxico neonatal é uma das dermatoses benignas mais comuns em recém-nascidos a termo, afetando até 70% deles. Geralmente surge entre o segundo e o quinto dia de vida, mas pode ocorrer até duas semanas após o nascimento. É caracterizado por lesões polimórficas que incluem máculas eritematosas, pápulas e pústulas, predominantemente no tronco, face e extremidades proximais, poupando palmas e plantas. A etiologia exata é desconhecida, mas acredita-se que seja uma resposta inflamatória imune aos folículos pilosos. O diagnóstico é clínico, baseado na apresentação característica das lesões e no excelente estado geral do recém-nascido. As lesões são tipicamente transitórias e migratórias, podendo surgir e desaparecer em diferentes locais em poucas horas. É crucial diferenciar o eritema tóxico de condições infecciosas mais graves, como o impetigo neonatal, que geralmente cursa com sinais de infecção sistêmica ou lesões mais persistentes e com conteúdo purulento. Outros diferenciais incluem miliária, melanose pustulosa transitória e acne neonatal. Por ser uma condição benigna e autolimitada, o eritema tóxico neonatal não requer tratamento específico. O manejo consiste principalmente em tranquilizar os pais sobre a natureza inofensiva e transitória das lesões. O prognóstico é excelente, com resolução espontânea em poucos dias ou semanas. O conhecimento aprofundado das dermatoses neonatais é fundamental para o pediatra e o residente, a fim de evitar intervenções desnecessárias e identificar precocemente condições que demandam tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do eritema tóxico neonatal?

O eritema tóxico neonatal manifesta-se com máculas eritematosas, pápulas e pústulas estéreis, que podem surgir em qualquer parte do corpo, exceto palmas e plantas. As lesões são transitórias, aparecendo e desaparecendo em horas ou dias, e o recém-nascido permanece em excelente estado geral.

Como diferenciar eritema tóxico neonatal de impetigo?

O impetigo neonatal é uma infecção bacteriana que geralmente cursa com pústulas ou bolhas que se rompem, formando crostas, e o RN pode apresentar sinais de infecção sistêmica. O eritema tóxico, por outro lado, é estéril, as lesões são migratórias e o bebê está em bom estado geral.

Qual o tratamento para o eritema tóxico neonatal?

O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada, não necessitando de tratamento específico. As lesões desaparecem espontaneamente em alguns dias ou semanas. O manejo consiste em tranquilizar os pais e evitar manipulação excessiva das lesões.

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