Eritema Tóxico Neonatal: Diagnóstico e Manejo em RN

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Recém-nascido do sexo masculino, com 5 dias de vida, foi levado a unidade básica de saúde pela mãe, devido a lesão de pele que iniciou no 2º dia de vida. No exame, ele encontrava-se normotérmico, ativo, reativo, corado, hidratado, anictérico. Estava com frequência cardíaca de 130 batimentos por minuto, ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopros. Apresentava frequência respiratória de 30 incursões respiratórias por minuto, eupneico, murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios. Abdome globoso, normotenso e sem visceromegalias. Genitália masculina típica, testículos tópicos. A pele apresentava vesículas, pápulas e pústulas com 1 a 3 mm de diâmetro, rodeadas por halo eritematoso de 1 a 2 cm, acometendo tórax e abdome, poupadas as palmas das mãos e as plantas dos pés.Considerando-se essa situação, o diagnóstico da dermatose apresentada é

Alternativas

  1. A) miliária rubra.
  2. B) eritema tóxico.
  3. C) pustulose cefálica neonatal.
  4. D) melanose pustulosa neonatal.

Pérola Clínica

Eritema tóxico neonatal: lesões vesiculopustulosas com halo eritematoso em RN termo, poupando palmas/plantas, benigno.

Resumo-Chave

O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada, comum em recém-nascidos a termo, caracterizada por pápulas, vesículas e pústulas sobre uma base eritematosa, que geralmente surgem nos primeiros dias de vida e poupam as extremidades.

Contexto Educacional

As dermatoses neonatais são condições cutâneas comuns em recém-nascidos, muitas delas benignas e autolimitadas, mas que podem gerar preocupação nos pais e exigir um diagnóstico diferencial preciso por parte do pediatra. O eritema tóxico neonatal é uma das mais frequentes, afetando até 50% dos recém-nascidos a termo, geralmente a partir do segundo ou terceiro dia de vida. É caracterizado por lesões polimórficas que incluem máculas eritematosas, pápulas, vesículas e pústulas, frequentemente com um halo eritematoso ao redor. As lesões do eritema tóxico neonatal tendem a aparecer no tronco, face e extremidades proximais, sendo um ponto chave para o diagnóstico a ausência de acometimento das palmas das mãos e plantas dos pés. O recém-nascido geralmente apresenta bom estado geral, sem febre ou outros sinais de doença sistêmica, o que ajuda a diferenciá-lo de infecções mais graves. A etiologia exata é desconhecida, mas acredita-se que seja uma reação inflamatória imune a folículos pilosos. O diagnóstico é clínico, e o tratamento é apenas de suporte, com tranquilização dos pais, pois as lesões desaparecem espontaneamente em uma a duas semanas. É importante diferenciá-lo de outras condições como miliária rubra (obstrução de ductos sudoríparos), melanose pustulosa neonatal (lesões que evoluem para máculas hiperpigmentadas sem halo eritematoso) e pustulose cefálica neonatal (acne neonatal, mais tardia e restrita à face), que podem ter apresentações semelhantes mas com características distintivas.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do eritema tóxico neonatal?

O eritema tóxico neonatal se manifesta como pápulas, vesículas e pústulas de 1-3 mm, rodeadas por um halo eritematoso, que aparecem principalmente no tronco e extremidades proximais, poupando palmas e plantas, geralmente nos primeiros dias de vida.

Qual o tratamento para o eritema tóxico neonatal?

O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada que não requer tratamento específico. Apenas observação e tranquilização dos pais são necessárias, pois as lesões desaparecem espontaneamente em poucos dias ou semanas.

Como diferenciar eritema tóxico de outras pustuloses neonatais?

O eritema tóxico se diferencia pela presença de eosinófilos no esfregaço das pústulas, ausência de acometimento palmoplantar e bom estado geral do RN. A melanose pustulosa neonatal deixa máculas hiperpigmentadas residuais, e a pustulose cefálica neonatal (acne neonatal) é mais tardia e limitada à face.

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