Eritema Tóxico Neonatal: Diagnóstico e Manejo em RN

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021

Enunciado

Recém-nascido, quatro dias de vida, nascido com 38 semanas de gestação, peso de nascimento 3780g e comprimento de 48 cm, apresenta há 48 horas vesículas, pápulas e pústulas eritematosas localizadas em fronte, face, tronco e membros, sem acometimento de palmas das mãos e plantas dos pés. Mãe relata que as lesões desaparecem de uma área e surgem em outra área em horas e que o recém-nascido se encontra em ótimo estado geral, calmo, em aleitamento materno exclusivo. O diagnóstico mais provável nesse caso é:

Alternativas

  1. A) Dermatite atópica.
  2. B) Melanose pustular transitória.
  3. C) Eritema tóxico.
  4. D) Miliária.
  5. E) Impetigo.

Pérola Clínica

RN com pápulas/pústulas eritematosas transitórias em tronco/face, sem acometimento palmoplantar, bom estado geral → Eritema Tóxico Neonatal.

Resumo-Chave

O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada, comum em recém-nascidos a termo. Caracteriza-se por lesões polimórficas que migram e o bom estado geral do bebê é um forte indicativo de sua benignidade.

Contexto Educacional

O eritema tóxico neonatal é uma das dermatoses mais comuns e benignas do período neonatal, afetando até 70% dos recém-nascidos a termo. Sua etiologia é desconhecida, mas acredita-se que seja uma reação inflamatória imune aos folículos pilosos. É crucial para residentes de pediatria e neonatologia reconhecer essa condição para evitar investigações desnecessárias e tranquilizar os pais. Clinicamente, o eritema tóxico neonatal se manifesta geralmente entre o segundo e o quinto dia de vida, embora possa surgir até o primeiro mês. As lesões são polimórficas, incluindo máculas eritematosas, pápulas, vesículas e pústulas estéreis, com um halo eritematoso. São mais comuns no tronco, face e membros, poupando palmas e plantas. Uma característica distintiva é a natureza transitória e migratória das lesões, que podem aparecer e desaparecer em horas. O recém-nascido apresenta-se em ótimo estado geral, sem sinais de doença sistêmica. O diagnóstico é clínico e não requer exames complementares. O tratamento é apenas de suporte e observação, pois a condição é autolimitada e as lesões desaparecem espontaneamente em 5 a 14 dias. É fundamental diferenciar o eritema tóxico de outras pústulas neonatais, como melanose pustulosa transitória (lesões residuais hiperpigmentadas), miliária (relacionada ao calor) e, principalmente, infecções bacterianas (impetigo) ou virais (herpes neonatal), que geralmente cursam com comprometimento do estado geral e requerem intervenção.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do eritema tóxico neonatal?

O eritema tóxico neonatal se manifesta com pápulas, pústulas e vesículas eritematosas, que podem surgir em qualquer parte do corpo, exceto palmas e plantas, e são transitórias, migrando em poucas horas.

Como diferenciar eritema tóxico neonatal de outras pústulas no RN?

A diferenciação se baseia no bom estado geral do recém-nascido, na ausência de acometimento palmoplantar e na natureza transitória e migratória das lesões, ao contrário de infecções que geralmente cursam com sinais sistêmicos ou lesões fixas.

Qual o tratamento para eritema tóxico neonatal?

O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada que não requer tratamento específico. Apenas observação e tranquilização dos pais são necessárias, pois as lesões desaparecem espontaneamente em alguns dias ou semanas.

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