UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Recém-nascido, sexo feminino, em sua primeira consulta de puericultura aos sete dias de vida, apresenta lesões em pele desde o terceiro dia de vida. Ao exame físico, observam-se lesões caracterizadas por máculas e pápulas, com pústulas sobre uma base eritematosa, localizadas principalmente em tronco. Qual o diagnóstico MAIS provável, com a respectiva conduta:
Eritema tóxico neonatal = máculas, pápulas, pústulas em base eritematosa no tronco do RN → conduta expectante.
O eritema tóxico neonatal é uma condição benigna e autolimitada, comum em recém-nascidos a termo, que não requer tratamento específico. A identificação correta evita intervenções desnecessárias e tranquiliza os pais.
O eritema tóxico neonatal é uma das dermatoses neonatais mais comuns, afetando cerca de 30-70% dos recém-nascidos a termo. Sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico correto para evitar ansiedade parental e intervenções médicas desnecessárias, sendo um tema frequente em provas de residência. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se estar relacionada à ativação imune no folículo piloso. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de máculas e pápulas eritematosas com pústulas estéreis, que surgem geralmente entre o 2º e 5º dia de vida. É crucial suspeitar dessa condição em RNs saudáveis sem sinais sistêmicos de infecção. O tratamento é estritamente expectante, pois as lesões regridem espontaneamente em 1 a 2 semanas. O prognóstico é excelente. Pontos de atenção incluem a diferenciação com melanose pustulosa neonatal transitória e infecções bacterianas, que podem requerer abordagens distintas.
Caracteriza-se por máculas e pápulas eritematosas, com pústulas amareladas sobre uma base avermelhada, principalmente no tronco e extremidades proximais, surgindo nos primeiros dias de vida.
A conduta é estritamente expectante, pois é uma condição benigna e autolimitada que desaparece espontaneamente em poucos dias ou semanas, sem necessidade de tratamento ou intervenção médica.
A diferenciação se baseia na ausência de sinais sistêmicos, no aspecto polimórfico das lesões e na citologia do conteúdo pustuloso (eosinófilos no eritema tóxico vs. neutrófilos em infecções bacterianas).
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