AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Homem, 60 anos, em consulta na UBS, notou há oito meses o aparecimento de mancha escura, ovalada, antebraço direito, com períodos de vermelhidão e prurido local. Refere ainda cefaléia crônica e o uso frequente de analgésicos. Em relação ao quadro clínico o diagnóstico correto é:
Eritema pigmentado fixo → lesão cutânea recorrente no mesmo local, frequentemente por fármacos (analgésicos).
O eritema pigmentado fixo é uma reação cutânea medicamentosa caracterizada por lesões eritematosas, pruriginosas e hiperpigmentadas que reaparecem no mesmo local após a reexposição ao agente causal. A história de uso frequente de analgésicos e a recorrência da mancha são cruciais para o diagnóstico.
O eritema pigmentado fixo (EPF) é uma reação adversa a medicamentos relativamente comum, caracterizada pelo aparecimento de uma ou mais lesões cutâneas que recorrem no mesmo local anatômico após a reexposição ao agente causal. Sua prevalência é subestimada devido à falta de reconhecimento. É crucial para o médico estar atento à história medicamentosa do paciente, especialmente em casos de lesões cutâneas recorrentes. A fisiopatologia envolve uma reação de hipersensibilidade tardia mediada por linfócitos T citotóxicos na derme, que reconhecem o fármaco ou seus metabólitos. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de recorrência e na morfologia da lesão (mancha eritematosa, edematosa, pruriginosa, que evolui para hiperpigmentação). Testes de provocação oral podem ser realizados em casos duvidosos, mas com cautela. O tratamento consiste na identificação e suspensão do medicamento agressor. Para alívio sintomático, podem ser usados corticoides tópicos. A hiperpigmentação pós-inflamatória pode persistir por meses ou anos. A educação do paciente sobre o medicamento causador é fundamental para prevenir novas recorrências e evitar complicações.
O eritema pigmentado fixo se manifesta como uma ou mais manchas eritematosas, edematosas e pruriginosas, que evoluem para hiperpigmentação residual. A principal característica é a recorrência da lesão no mesmo local após reexposição ao fármaco.
Diversos medicamentos podem causar eritema pigmentado fixo, incluindo analgésicos (como dipirona, paracetamol), antibióticos (sulfonamidas, tetraciclinas), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e barbitúricos.
A chave para o diagnóstico diferencial é a história de recorrência da lesão no mesmo local após exposição a um medicamento. Outras condições como eritema multiforme ou eritema nodoso não apresentam essa característica de fixidez da lesão.
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