FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026
Um homem de 32 anos de idade chega para avaliação de lesões cutâneas. Ao exame, o paciente apresenta nódulos e placas dolorosos e profundos na região anterior de ambas as pernas. Após análise, constatou-se tratar de eritema nodoso. Todas as seguintes doenças estão classicamente associadas a esses achados cutâneos, exceto:
Eritema nodoso = paniculite septal sem vasculite; associado a infecções, DII e sarcoidose.
O eritema nodoso é uma reação de hipersensibilidade tardia manifestada como nódulos dolorosos pré-tibiais, frequentemente ligada a gatilhos sistêmicos, mas raramente a adenocarcinomas pulmonares.
O eritema nodoso é a forma mais comum de paniculite (inflamação da gordura subcutânea). Histologicamente, é classificado como uma paniculite septal sem vasculite, onde o infiltrado inflamatório se localiza nos septos de tecido conjuntivo entre os lóbulos de gordura. É considerado uma resposta imunológica inespecífica a uma variedade de antígenos. O manejo foca na identificação e tratamento da causa subjacente. A investigação inicial geralmente inclui hemograma, VHS/PCR, radiografia de tórax (para avaliar sarcoidose ou TB), PPD e pesquisa de estreptococo. O tratamento sintomático envolve repouso, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e, em casos persistentes, iodeto de potássio.
Clinicamente, o eritema nodoso apresenta-se como nódulos eritematosos, quentes e extremamente dolorosos à palpação, localizados preferencialmente na região pré-tibial (canelas). As lesões não ulceram e evoluem com mudanças de cor semelhantes a uma equimose (contusiforme) antes de desaparecerem sem deixar cicatrizes.
As causas mais frequentes incluem infecções (especialmente estreptocócicas de orofaringe, tuberculose e hanseníase), doenças inflamatórias sistêmicas (sarcoidose, Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa), uso de medicamentos (anticoncepcionais orais, sulfonamidas) e gravidez. Em muitos casos, a etiologia permanece idiopática.
Embora o eritema nodoso possa ser uma manifestação paraneoplásica, ele está mais comumente associado a linfomas e leucemias. A associação com adenocarcinomas sólidos, como o de pulmão, é extremamente rara e não é considerada uma associação clássica, ao contrário da sarcoidose ou infecções bacterianas.
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