Eritema Nodoso: Diagnóstico, Causas e Tratamento

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 25 anos, sexo feminino, previamente hígida, procura atendimento relatando aparecimento de lesões nodulares, eritematosas, bastante dolorosas em face anterior das pernas, há 3 dias. Refere ainda febre não aferida e prostração. A principal hipótese diagnóstica e a conduta são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) infecção bacteriana de pele e partes moles – tratamento empírico com cefalexina.
  2. B) vasculite idiopática – teste terapêutico com corticoesteroides.
  3. C) calcifilaxia – investigação com paratormônio, dosagem de vitamina D e cálcio livre urinário.
  4. D) eritema nodoso – tratamento com anti-inflamatório não esteroidal e investigação de fatores desencadeantes.
  5. E) neuropatia periférica – tratamento com pregabalina.

Pérola Clínica

Eritema nodoso = nódulos eritematosos dolorosos em pernas + febre/prostração → AINEs e investigar causas.

Resumo-Chave

O eritema nodoso é uma paniculite septal aguda, caracterizada por nódulos subcutâneos eritematosos, quentes e dolorosos, principalmente nas faces anteriores das pernas. Frequentemente associado a sintomas sistêmicos como febre e prostração, requer tratamento sintomático com AINEs e uma investigação cuidadosa para identificar a causa subjacente, que pode ser infecciosa, medicamentosa, inflamatória ou idiopática.

Contexto Educacional

O eritema nodoso é a forma mais comum de paniculite, uma inflamação do tecido adiposo subcutâneo. É caracterizado pelo surgimento agudo de nódulos eritematosos, quentes e dolorosos, geralmente bilaterais e simétricos, localizados predominantemente nas faces anteriores das pernas. Embora a condição seja benigna e autolimitada, a dor e os sintomas sistêmicos associados (febre, mal-estar, artralgia) podem ser significativos, impactando a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia envolve uma reação de hipersensibilidade tardia a diversos antígenos, resultando em uma paniculite septal, ou seja, inflamação primária dos septos do tecido adiposo subcutâneo. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado nas características das lesões e na história do paciente. A biópsia de pele pode ser realizada em casos atípicos para confirmar o diagnóstico histopatológico de paniculite septal sem vasculite. O tratamento do eritema nodoso visa o alívio sintomático e a identificação e manejo da causa subjacente. Repouso, elevação dos membros e compressas frias são medidas gerais. Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são a primeira linha farmacológica para controle da dor e inflamação. Corticosteroides sistêmicos são reservados para casos graves ou refratários, após exclusão de infecções. A investigação etiológica é crucial e deve incluir exames para descartar infecções (cultura de orofaringe para estreptococo, PPD), doenças inflamatórias e medicamentos desencadeantes.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do eritema nodoso?

O eritema nodoso se manifesta como nódulos subcutâneos eritematosos, quentes, dolorosos e bem delimitados, predominantemente nas faces anteriores das pernas. Pode ser acompanhado de sintomas sistêmicos como febre, prostração e artralgia.

Qual a conduta inicial para o eritema nodoso?

A conduta inicial para o eritema nodoso inclui repouso, elevação dos membros e tratamento sintomático com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) para alívio da dor e inflamação. É crucial, também, iniciar a investigação para identificar a causa subjacente.

Quais são as principais causas do eritema nodoso?

As causas do eritema nodoso são diversas e incluem infecções (estreptocócicas, tuberculose, micóticas), uso de medicamentos (sulfonamidas, contraceptivos orais), doenças inflamatórias intestinais (Crohn, retocolite ulcerativa), sarcoidose e, em muitos casos, é idiopático.

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