Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Mulher de 22 anos, sem doenças prévias, apresenta quadro de febre, dor nas articulações, hematomas e nódulos vermelhos dolorosos nas pernas, há cerca de 10 dias. Ao exame físico: sinais vitais: normais; orofaringe: sem alteração; cardiopulmonar e abdome: nada digno de nota; não há gânglios palpáveis; presença de nódulos dolorosos em região anterior das pernas (canelas), não ulcerados, eritematosos, alguns arroxeados. Dos casos investigados, constitui a principal etiologia:
Eritema nodoso: nódulos dolorosos em pernas + febre/artralgia. Etiologia mais comum = idiopática.
O eritema nodoso é uma paniculite inflamatória aguda caracterizada por nódulos subcutâneos dolorosos, eritematosos, mais comumente nas pernas. Embora associado a diversas condições (infecções, doenças autoimunes, medicamentos), em uma parcela significativa dos casos, nenhuma causa específica é identificada, sendo classificado como idiopático.
O eritema nodoso é a forma mais comum de paniculite, uma inflamação do tecido adiposo subcutâneo, caracterizada pelo aparecimento súbito de nódulos subcutâneos dolorosos, eritematosos e quentes, geralmente nas regiões pré-tibiais. É mais frequente em mulheres jovens e pode ser acompanhado de sintomas sistêmicos como febre, artralgia, mal-estar e cefaleia. A condição é autolimitada, com resolução espontânea em semanas a meses, mas pode recorrer. A etiologia do eritema nodoso é variada e pode ser associada a diversas condições. As causas mais frequentes incluem infecções (especialmente estreptocócicas, tuberculose, micose profunda), doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn, retocolite ulcerativa), sarcoidose, uso de medicamentos (como contraceptivos orais, sulfonamidas, antibióticos) e gravidez. No entanto, apesar de uma investigação cuidadosa, em uma parcela significativa dos pacientes (cerca de 30-50%), nenhuma causa subjacente é identificada, sendo classificado como eritema nodoso idiopático. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nas características das lesões e na história do paciente. Exames complementares como hemograma, VHS, PCR, cultura de orofaringe, PPD, radiografia de tórax e pesquisa de autoanticorpos podem ser solicitados para investigar causas secundárias. O tratamento é sintomático, com repouso, elevação das pernas, compressas frias e anti-inflamatórios não esteroides. O manejo da doença subjacente, quando identificada, é fundamental para prevenir recorrências.
Os sintomas clássicos incluem o surgimento de nódulos subcutâneos dolorosos, avermelhados ou arroxeados, mais comumente nas regiões anteriores das pernas, frequentemente acompanhados de febre, artralgia e mal-estar.
As causas mais comuns incluem infecções (estreptocócicas, tuberculose), doenças inflamatórias intestinais (Crohn, retocolite ulcerativa), sarcoidose, medicamentos (contraceptivos orais, antibióticos) e, em muitos casos, é idiopático.
O diagnóstico é principalmente clínico, baseado na morfologia e localização das lesões. A biópsia de pele pode ser realizada para confirmar a paniculite septal sem vasculite, e exames complementares são úteis para investigar causas subjacentes.
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