UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Sobre as doenças cutâneas bolhosas, assinalar a alternativa CORRETA:
Eritema multiforme não exige lesão em alvo para diagnóstico, podendo ter outras morfologias.
Embora a lesão em alvo seja clássica do eritema multiforme, sua ausência não exclui o diagnóstico, pois a condição pode se manifestar com outras morfologias, como pápulas, placas ou vesículas, especialmente em formas mais leves.
As doenças cutâneas bolhosas representam um grupo heterogêneo de condições que podem ser autoimunes, infecciosas ou reacionais, com manifestações clínicas variadas e que exigem um diagnóstico preciso para o manejo adequado. O eritema multiforme é uma reação de hipersensibilidade mediada por células, geralmente desencadeada por infecções (especialmente herpes simples) ou medicamentos, caracterizada por lesões cutâneas polimórficas. A fisiopatologia do eritema multiforme envolve uma resposta imune contra antígenos presentes na pele, resultando em dano aos queratinócitos. Embora a lesão em alvo seja a apresentação clássica, o diagnóstico não depende exclusivamente dela, sendo possível observar pápulas, placas, vesículas e bolhas. A Síndrome de Stevens-Johnson, por outro lado, é uma reação medicamentosa grave, e o penfigoide gestacional é uma doença autoimune bolhosa da gravidez, não metabólica. A Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica é causada por toxinas que não contêm bactérias nas bolhas. O tratamento do eritema multiforme é geralmente sintomático, com foco na identificação e remoção do agente desencadeante. Em casos graves, pode ser necessário suporte hospitalar. O prognóstico é geralmente bom, mas as recorrências são comuns. É crucial diferenciar o eritema multiforme de outras doenças bolhosas mais graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson/NET, que requerem manejo intensivo e podem ter alta mortalidade.
O eritema multiforme pode apresentar pápulas, placas eritematosas, vesículas, bolhas e, classicamente, lesões em alvo, que consistem em três zonas concêntricas de cores diferentes.
A maioria dos casos da Síndrome de Stevens-Johnson é desencadeada por reações a medicamentos, sendo os antibióticos (sulfonamidas), anticonvulsivantes e AINEs as causas mais comuns, e não o vírus herpes simples.
É uma doença bolhosa causada por toxinas esfoliativas produzidas pelo Staphylococcus aureus, que clivam a desmogleína-1, resultando em descolamento epidérmico. As bolhas são estéreis, sem aglomerados bacterianos.
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