HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Benedito, 65 anos, pardo, auxiliar de serviços gerais, tabagista, etilista, passou por uma consulta médica na UBS próxima de sua casa, com queixa de dificuldade para urinar e sonolência diurna há 1 ano. A histórica clínica mais detalhada mostrou que ele não dorme bem à noite, pois acorda 4 ou 5 vezes para urinar. Ao exame físico, o paciente tinha aspecto regular, 1,70m de altura, 46kg, mucosas levemente descoradas, esclera levemente amarelada, roncos disseminados em ambos os pulmões, fígado palpável no bordo intercostal direito. Sem outros sinais e sintomas dignos de nota. O RX tórax mostrou lesões com aumento da dnsidade na projeção dos corpos vertebrais. Quais são as hipóteses diagnósticas mais prováveis para Benedito? ''Prezados, Saudamos a introdução de agentes antifúngicos orais eficazes para o tratamento da onicomicose, conforme descrito por Aditya Gupta e Richard Scher em seu comentário de 21 de fevereiro, mas queremos chamar a atenção para alguns dos efeitos adversos desses agentes. Embora geralmente bem tolerada, a terbinafina oral está associada a efeitos adversos em cerca de 10% dos pacientes, com efeitos cutâneos em 1,4%. O uso crescente dessas drogas tem revelado reações mais graves. Muitos efeitos colaterais cutâneos foram relatados: erupções graves e potencialmente fatais, como Eritema Multiforme (EM), Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET). Erupções menos graves incluem pustulose exantemática generalizada aguda, erupção medicamentosa fixa e eritema anular centrifugo. Além disso, há evidências de quea terbinafina pode precipitar ou exacerbar a psoríase, o que é de particular importância porque um dos principais diagnósticos diferenciais da onicomicose é a distrofia ungueal psoriática. Portanto, recomendamos que investigações micológicas sejam feitas antes de iniciar o tratamento antifúngico oral. Apesar da baixa taxa de efeitos colaterais importantes com esses agentes, acreditamos que algum cuidado seja necessário no uso de medicamentos com efeitos adversos potencialmente graves para distúrbios que, em muitos casos, são puramente estéticos.'' ''Agentes antifúngicos orais para onicomicose. NJE Wilson SI Branco Publicado: 16 de maio de 1998. DOI: https: //doi.org/10.1016/S0140-6736 (05) 78912-1 (Traduzido e adaptado). Das patologias acima descritas, assinale a característica adequada de acordo com a semiologia dermatológica:
Lesões alvo com 3 componentes (bolha central, anel pálido, halo eritematoso) = Eritema Multiforme.
O Eritema Multiforme (EM) é uma reação de hipersensibilidade caracterizada por lesões cutâneas em 'alvo' ou 'íris', que são patognomônicas. Essas lesões consistem em três zonas concêntricas: uma área central escura (às vezes com bolha), um anel pálido de edema e um halo eritematoso periférico. A identificação correta dessas lesões é crucial para o diagnóstico diferencial de outras reações cutâneas graves.
O Eritema Multiforme (EM) é uma síndrome de hipersensibilidade aguda, frequentemente autolimitada, que afeta a pele e as membranas mucosas. É uma condição relativamente comum, embora sua incidência exata seja difícil de determinar devido à variabilidade de apresentação. O reconhecimento de suas características semiológicas é crucial para o diagnóstico correto e para diferenciá-lo de outras reações cutâneas mais graves, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), que representam um espectro de doenças bolhosas. A fisiopatologia do EM envolve uma reação imunológica mediada por células T contra antígenos presentes na pele, frequentemente desencadeada por infecções (especialmente Herpes Simplex) ou medicamentos. Essa resposta imunológica leva à necrose de queratinócitos e à formação das lesões cutâneas características. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na morfologia das lesões. As lesões alvo, que são patognomônicas, consistem em três zonas concêntricas: uma área central escura (às vezes bolhosa ou necrótica), um anel pálido de edema e um halo eritematoso periférico. Elas podem ser encontradas nas extremidades, tronco e face, e o envolvimento mucoso pode ocorrer, mas geralmente é menos grave que na SSJ/NET. O tratamento do EM é principalmente de suporte, com foco na identificação e remoção do agente desencadeante. Em casos graves ou recorrentes, corticosteroides sistêmicos podem ser considerados, embora seu uso seja controverso. O prognóstico geralmente é bom, com resolução espontânea em algumas semanas. Para residentes, é fundamental dominar a semiologia dermatológica para diferenciar o EM de outras dermatoses bolhosas, garantindo um manejo adequado e evitando tratamentos desnecessários ou inadequados para condições mais graves.
As lesões alvo típicas do Eritema Multiforme são caracterizadas por três componentes concêntricos: uma área central escura (que pode conter uma bolha ou crosta), uma zona intermediária pálida e edematosa, e um anel eritematoso periférico. Essas lesões são simétricas e podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas são comuns nas extremidades.
O Eritema Multiforme geralmente apresenta lesões alvo bem definidas e pouca ou nenhuma descamação cutânea extensa, com envolvimento mucoso limitado. A SSJ e a NET são formas mais graves, com descamação epidérmica significativa (menos de 10% da superfície corporal na SSJ e mais de 30% na NET), lesões atípicas e envolvimento mucoso mais extenso e grave.
As causas mais comuns do Eritema Multiforme incluem infecções, principalmente por vírus Herpes Simplex, e reações a medicamentos. Outras causas podem incluir infecções micoplasmáticas, vacinas e doenças autoimunes, embora sejam menos frequentes.
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