HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Escolar de 7 anos apresenta exantema em face com lesões maculo papulares que logo confluíram com as regiões malares (aspecto de asa de borboleta). Dois dias, evolução com exantema em membros superiores e inferiores de aspecto rendilhado e, após 2 semanas, ocorreu novo episódio exantemático após atividade física. Na consulta pediátrica, paciente está afebril e relata artralgia. A melhor hipótese diagnóstica para o caso é:
Eritema infeccioso = face em "asa de borboleta" + exantema rendilhado + artralgia + recorrência pós-estímulo.
O eritema infeccioso, causado pelo Parvovírus B19, é caracterizado pelo exantema facial em "asa de borboleta" seguido por um exantema rendilhado no tronco e membros. A recorrência do exantema após estímulos como calor ou exercício, juntamente com artralgia, são achados típicos que auxiliam no diagnóstico.
O eritema infeccioso, também conhecido como quinta doença, é uma infecção viral comum na infância causada pelo Parvovírus B19. É uma das doenças exantemáticas clássicas e sua importância reside no reconhecimento de suas manifestações típicas para um diagnóstico correto e para o manejo de grupos de risco, como gestantes e pacientes com hemoglobinopatias. A doença é mais prevalente em crianças em idade escolar, com picos de incidência na primavera e no início do verão. A fisiopatologia envolve a replicação do Parvovírus B19 em precursores eritroides, o que pode levar a uma supressão transitória da eritropoiese. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado no padrão característico do exantema. Inicialmente, surge um eritema facial intenso e confluente nas regiões malares, descrito como 'face esbofeteada' ou 'asa de borboleta'. Posteriormente, desenvolve-se um exantema maculopapular rendilhado no tronco e membros. A recorrência do exantema após atividade física ou exposição ao calor, além de sintomas como artralgia, são pistas diagnósticas importantes. O tratamento do eritema infeccioso é sintomático, uma vez que a doença é autolimitada na maioria dos casos. Analgésicos e antipiréticos podem ser utilizados para aliviar a febre e a artralgia. O prognóstico é geralmente excelente em crianças imunocompetentes. No entanto, é crucial estar atento às complicações em pacientes com anemia hemolítica crônica, que podem desenvolver crise aplásica, e em gestantes, devido ao risco de hidropsia fetal. A educação dos pais sobre a natureza benigna da doença e a importância do repouso é fundamental.
O exantema do eritema infeccioso classicamente apresenta três fases: a primeira com eritema facial intenso em 'asa de borboleta', a segunda com exantema maculopapular rendilhado no tronco e membros, e a terceira com recorrência do exantema após estímulos como calor, exercício ou estresse.
O eritema infeccioso é causado pelo Parvovírus B19. A transmissão ocorre principalmente por via respiratória, através de gotículas, sendo mais comum em crianças em idade escolar. O período de maior contágio é antes do aparecimento do exantema.
Em crianças saudáveis, a doença é geralmente benigna. No entanto, em pacientes com anemia hemolítica crônica (como anemia falciforme), pode causar crise aplásica transitória. Em gestantes, a infecção pode levar a hidropsia fetal não imune e aborto espontâneo.
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