IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
Estando bem até a véspera, uma menina de 8 anos aparece com exantema vermelho-rubro na face, mais nítido nas bochechas, como se tivesse sido esbofeteada. Em 2 dias, as lesões de pele se estendem para tronco e membros, exibindo aspecto rendilhado. Afebril, ela relata artralgia e a erupção piora com exposição ao sol. O hemograma é inespecífico. No caso, a doença existente e sua via de transmissão habitual, respectivamente, são:
Eritema Infeccioso = "bochecha esbofeteada" + rash rendilhado + afebril + artralgia. Transmissão aérea.
O eritema infeccioso, ou quinta doença, é causado pelo Parvovírus B19 e manifesta-se classicamente com um exantema facial em "bochecha esbofeteada", seguido por um rash rendilhado no tronco e membros. É comum ser afebril e pode cursar com artralgia, transmitindo-se por via aérea.
O eritema infeccioso, também conhecido como quinta doença, é uma infecção viral comum na infância, causada pelo Parvovírus B19. Sua importância clínica reside não apenas na sua apresentação exantemática característica, mas também em suas potenciais complicações, especialmente em gestantes (hidropsia fetal) e pacientes com anemias hemolíticas crônicas (crise aplásica transitória). A doença é altamente contagiosa e se dissemina principalmente em ambientes escolares. A fisiopatologia envolve a replicação do Parvovírus B19 em precursores eritroides na medula óssea, o que pode levar a uma supressão transitória da eritropoiese. O período de incubação é de 4 a 21 dias. A fase prodrômica é leve e inespecífica, com sintomas gripais. O exantema, que é a manifestação mais reconhecível, surge após a viremia e é mediado por complexos imunes. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por sorologia para anticorpos IgM e IgG específicos para Parvovírus B19. O tratamento é sintomático, focando no alívio da artralgia e do prurido, se presentes. Não há vacina. O prognóstico é geralmente excelente em crianças imunocompetentes. É crucial orientar gestantes sobre o risco de infecção, pois o Parvovírus B19 pode atravessar a placenta e causar anemia fetal grave e hidropsia. Em pacientes com doenças hemolíticas, a infecção pode precipitar uma crise aplásica, exigindo transfusões sanguíneas.
O eritema infeccioso apresenta um exantema facial em "bochecha esbofeteada", seguido por um rash maculopapular rendilhado (lace-like) que se espalha para o tronco e membros.
O eritema infeccioso é causado pelo Parvovírus B19 e sua transmissão habitual ocorre por via aérea, através de perdigotos.
Além do exantema, a doença pode cursar com febre baixa ou ausência de febre, cefaleia, coriza, e, em crianças mais velhas e adultos, artralgia ou artrite.
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