Eritema Infeccioso: Diagnóstico e Sinais Chave

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023

Enunciado

Leia o caso clínico. Menina, cinco anos, evoluindo há quatro dias com surgimento de manchas eritematosas nas regiões malares, poupando a região perioral, e rash de aspecto reticulado no tronco e na parte proximal das extremidades, poupando as palmas e as plantas. Apresentava ainda astenia e febre baixa. Sobre o caso acima, o diagnóstico da paciente é

Alternativas

  1. A) exantema súbito.
  2. B) eritema infeccioso.
  3. C) doença mão-pé-boca.
  4. D) rubéola.

Pérola Clínica

Criança com "face esbofeteada" + rash reticulado em tronco/membros → Eritema Infeccioso (Parvovírus B19).

Resumo-Chave

O eritema infeccioso, ou quinta doença, é causado pelo parvovírus B19 e classicamente se apresenta com o sinal da "face esbofeteada" (eritema malar intenso com palidez perioral) seguido por um rash reticulado (rendilhado) no tronco e extremidades. É uma doença benigna na maioria das crianças, mas pode ter implicações em gestantes e imunocomprometidos.

Contexto Educacional

O eritema infeccioso, também conhecido como "quinta doença", é uma doença exantemática comum na infância, causada pelo parvovírus B19. É uma infecção viral geralmente benigna, mas que possui características clínicas e epidemiológicas importantes para o diagnóstico diferencial com outras doenças exantemáticas. A incidência é maior em crianças em idade escolar, com transmissão predominantemente respiratória. O quadro clínico típico inicia-se com sintomas prodrômicos leves, como febre baixa, astenia e cefaleia, seguidos pelo surgimento do exantema. A fase exantemática é caracterizada por duas manifestações clássicas: primeiro, um eritema intenso e brilhante nas regiões malares, que confere à criança o aspecto de "face esbofeteada", com palidez perioral. Em seguida, após 1 a 4 dias, desenvolve-se um rash maculopapular eritematoso no tronco e nas superfícies extensoras das extremidades, com um padrão rendilhado ou reticulado característico, que pode durar semanas e reaparecer com calor ou estresse. O tratamento do eritema infeccioso é sintomático, pois a doença é autolimitada na maioria dos casos. No entanto, é crucial reconhecer a doença devido às suas implicações em grupos de risco. Em gestantes, a infecção pelo parvovírus B19 pode levar a complicações fetais graves, como hidropsia fetal e anemia fetal. Em pacientes com doenças hemolíticas crônicas (ex: anemia falciforme), pode causar crises aplásicas transitórias. O diagnóstico correto é fundamental para o aconselhamento e manejo adequados, especialmente em contextos de surtos ou contato com gestantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos do eritema infeccioso em crianças?

Os sinais clássicos do eritema infeccioso incluem um eritema intenso nas regiões malares, conhecido como 'face esbofeteada', com palidez perioral. Posteriormente, surge um rash maculopapular eritematoso com aspecto rendilhado ou reticulado no tronco e nas superfícies extensoras das extremidades.

Qual o agente etiológico do eritema infeccioso e como ele é transmitido?

O eritema infeccioso é causado pelo parvovírus B19. A transmissão ocorre principalmente por via respiratória, através de gotículas, e é mais comum em crianças em idade escolar, com picos de incidência na primavera e no início do verão.

Quais são as principais complicações do eritema infeccioso, especialmente em grupos de risco?

Em crianças saudáveis, o eritema infeccioso é geralmente benigno. No entanto, em gestantes, pode causar hidropsia fetal e anemia fetal grave. Em pacientes com anemias hemolíticas crônicas (como anemia falciforme), pode precipitar crises aplásicas transitórias, e em imunocomprometidos, pode levar à anemia crônica.

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