Eritema Infeccioso (Quinta Doença): Quadro Clínico e Transmissão

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022

Enunciado

O eritema infeccioso, ou quinta doença, é causado pelo parvovírus B19, membro da família Parvoviridae, vírus de DNA resistente ao calor e a solventes. Também é denominado “eritrovírus”. Quanto ao quadro clínico do eritema infeccioso, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Normalmente, a manifestação do exantema e de outros sintomas ocorre nos primeiros 6 a 10 dias de inoculação.
  2. B) O parvovírus B19 pode atravessar a placenta e causar infecção fetal a partir da 10ª semana de gravidez, causando anemia fetal profunda, insuficiência cardíaca de baixo débito, hidropisia fetal, aborto e óbito fetal. 
  3. C) A manifestação menos comum da infecção pelo parvovírus B19 é o eritema infeccioso, clinicamente observável por meio do exantema autolimitado e maligno. 
  4. D) O eritema infeccioso apresenta período de incubação que varia de 7 a 11 dias, podendo ser de até 28 dias, após o qual há viremia e excreção viral nasofaríngea. 

Pérola Clínica

Parvovírus B19: período de incubação 7-28 dias, viremia e excreção nasofaríngea ocorrem antes do exantema.

Resumo-Chave

O eritema infeccioso, causado pelo parvovírus B19, tem um período de incubação que pode se estender por até 28 dias. A viremia e a excreção viral nasofaríngea, que são os períodos de maior transmissibilidade, geralmente ocorrem antes do aparecimento do exantema característico, tornando o diagnóstico e o isolamento desafiadores.

Contexto Educacional

O eritema infeccioso, ou quinta doença, é uma infecção viral comum na infância, causada pelo parvovírus B19. Este vírus de DNA é notável por sua capacidade de infectar células eritroides, o que explica algumas de suas manifestações clínicas mais graves, como a anemia. Compreender sua epidemiologia e patogênese é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. O quadro clínico clássico inclui o exantema em 'face esbofeteada' e um exantema reticulado no tronco e membros. No entanto, o período de incubação, que varia de 7 a 28 dias, e o fato de a viremia e a excreção viral nasofaríngea ocorrerem antes do exantema, são pontos-chave. Isso significa que a maior transmissibilidade ocorre antes que o paciente apresente os sinais mais reconhecíveis da doença, dificultando medidas de controle de infecção baseadas apenas no exantema. Além das manifestações cutâneas, o parvovírus B19 pode causar outras síndromes, como artropatia em adultos (especialmente mulheres), crise aplástica transitória em pacientes com anemias hemolíticas crônicas e, mais gravemente, hidropisia fetal em gestantes. O reconhecimento desses diferentes cenários clínicos e a compreensão da janela de transmissibilidade são fundamentais para a prática médica, especialmente para aconselhamento de gestantes e manejo de surtos em comunidades.

Perguntas Frequentes

Quais são as fases clínicas do eritema infeccioso?

O eritema infeccioso geralmente apresenta uma fase prodrômica inespecífica, seguida pelo exantema característico em 'face esbofeteada' e, posteriormente, um exantema reticulado no tronco e membros, que pode recorrer.

Quando o parvovírus B19 é mais contagioso?

O parvovírus B19 é mais contagioso durante a fase prodrômica, antes do aparecimento do exantema, quando ocorre a viremia e a excreção viral nasofaríngea.

Quais são os riscos do parvovírus B19 na gravidez?

A infecção por parvovírus B19 durante a gravidez pode atravessar a placenta e causar anemia fetal grave, insuficiência cardíaca de alto débito, hidropisia fetal e, em casos graves, aborto ou óbito fetal, especialmente no segundo trimestre.

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