Eritema Infeccioso: Diagnóstico e Manejo em Crianças

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 3 anos, apresentando febre baixa, erupção vermelha no rosto que leva a impressão que a criança recebeu um tapa no rosto. Apresenta também uma erupção em padrão de filigrana nos braços, pernas e troncos. Considerando o caso descrito, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) O agente etiológico mais comumente envolvido é o parvovírus B19.
  2. B) O tratamento da patologia requer uso de antibiótico em função do exantema presente na face.
  3. C) O tempo de incubação da doença é de 4 a 14 dias.
  4. D) A sorologia pode ser feita para confirmar o diagnóstico.

Pérola Clínica

Eritema infeccioso (Parvovírus B19) → Exantema "tapa na face" + reticular; tratamento é suporte, NÃO ATB.

Resumo-Chave

O eritema infeccioso, causado pelo parvovírus B19, é uma doença exantemática comum na infância, caracterizada por febre baixa e um exantema facial clássico em "tapa na face", seguido por um exantema reticular no tronco e membros. O tratamento é sintomático, e antibióticos não são indicados, pois a etiologia é viral.

Contexto Educacional

O eritema infeccioso, também conhecido como quinta doença, é uma infecção viral comum na infância, causada pelo parvovírus B19. A doença é caracterizada por um período prodrômico leve, seguido por um exantema bifásico. A primeira fase do exantema é um eritema intenso e brilhante nas bochechas, que dá a impressão de "tapa na face". A segunda fase, que surge 1 a 4 dias depois, é um exantema maculopapular reticular ou em filigrana, que se espalha pelo tronco e membros. O parvovírus B19 é transmitido por gotículas respiratórias, e o período de incubação varia de 4 a 14 dias. Embora a doença seja geralmente benigna e autolimitada em crianças saudáveis, pode ter implicações mais sérias em grupos de risco. Em pacientes com anemias hemolíticas crônicas (como anemia falciforme), o parvovírus B19 pode causar uma crise aplástica transitória grave. Em gestantes, a infecção pode levar a hidropsia fetal não imune, anemia fetal grave e, em casos mais graves, óbito fetal. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos achados característicos do exantema. A sorologia para IgM e IgG anti-parvovírus B19 pode ser utilizada para confirmar o diagnóstico, especialmente em casos atípicos ou em grupos de risco. O tratamento é exclusivamente de suporte, com antipiréticos e analgésicos para aliviar a febre e o desconforto. É crucial ressaltar que, por ser uma infecção viral, o uso de antibióticos é desnecessário e inadequado, sendo um erro comum na prática clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos característicos do eritema infeccioso em crianças?

Os sinais clássicos incluem febre baixa, um exantema facial eritematoso intenso que confere a aparência de "tapa na face", seguido por um exantema maculopapular reticular (em filigrana) nos braços, pernas e tronco.

Qual o agente etiológico do eritema infeccioso e qual a conduta terapêutica?

O agente etiológico é o parvovírus B19. O tratamento é de suporte, visando aliviar os sintomas como febre e prurido, sem necessidade de antibióticos, pois é uma infecção viral.

Quais são as possíveis complicações do parvovírus B19 em grupos específicos?

Em pacientes com anemias hemolíticas crônicas, pode causar crise aplástica transitória. Em gestantes, pode levar a hidropsia fetal não imune e aborto. Em imunocomprometidos, pode causar anemia crônica.

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