Eritema Infeccioso: Diagnóstico, Parvovírus B19 e Complicações

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Uma criança de 8 anos apresenta-se no consultório com histórico de febre baixa e sintomas leves de resfriado nos últimos dias, seguidos pelo aparecimento de uma erupção cutânea avermelhada e simétrica nas bochechas, dando à pele uma aparência de "face esbofeteada". Após dois dias, o exantema se espalhou para o tronco e membros, assumindo um padrão reticulado. A mãe menciona que a criança está em boas condições gerais e sem febre atualmente, mas foi avisada pela escola que há outras crianças com erupções cutâneas. Com base no caso, qual é o agente etiológico mais provável do eritema infeccioso, e qual a complicação potencialmente grave associada a essa infecção?

Alternativas

  1. A) Vírus do Sarampo – panencefalite esclerosante subaguda.
  2. B) Parvovírus B19 – crise aplásica transitória em crianças com anemia hemolítica.
  3. C) Herpes Vírus 6 – púrpura trombocitopênica idiopática.
  4. D) Vírus da Rubéola – risco de encefalite pós-infecciosa.

Pérola Clínica

Eritema infeccioso ("face esbofeteada" + exantema reticulado) = Parvovírus B19 → Risco de crise aplásica em anemias hemolíticas.

Resumo-Chave

O eritema infeccioso, causado pelo Parvovírus B19, é caracterizado pela "face esbofeteada" e exantema reticulado. Sua complicação mais grave é a crise aplásica transitória em pacientes com doenças hemolíticas crônicas, devido ao tropismo viral por precursores eritroides.

Contexto Educacional

O eritema infeccioso, também conhecido como quinta doença, é uma doença exantemática comum na infância, causada pelo Parvovírus B19. É geralmente uma doença benigna e autolimitada, mas pode ter implicações importantes em grupos de risco, como pacientes com anemias hemolíticas crônicas e gestantes. A infecção pelo Parvovírus B19 manifesta-se tipicamente em três fases: um pródromo inespecífico, seguido pela característica "face esbofeteada" e, posteriormente, um exantema maculopapular reticulado no tronco e membros. O vírus tem tropismo por células progenitoras eritroides, o que pode levar à interrupção temporária da eritropoiese. A complicação mais grave é a crise aplásica transitória, que ocorre em pacientes com doenças hemolíticas crônicas, onde a supressão temporária da medula óssea pode levar a uma anemia profunda. Em gestantes, a infecção pode causar anemia fetal grave, hidropsia fetal e, em casos extremos, óbito fetal. O tratamento é geralmente de suporte, mas em casos de crise aplásica, pode ser necessária transfusão sanguínea.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas do eritema infeccioso?

O eritema infeccioso, ou quinta doença, inicia-se com febre baixa e sintomas leves de resfriado, seguido por uma erupção cutânea avermelhada e simétrica nas bochechas ("face esbofeteada"), que depois se espalha para o tronco e membros em um padrão reticulado.

Qual o agente etiológico do eritema infeccioso e qual seu tropismo?

O agente etiológico é o Parvovírus B19. Este vírus tem um tropismo específico por precursores eritroides na medula óssea, o que explica a complicação de crise aplásica transitória.

Quais pacientes têm maior risco de complicações graves pelo Parvovírus B19?

Pacientes com doenças hemolíticas crônicas (como anemia falciforme ou esferocitose) têm maior risco de desenvolver crise aplásica transitória. Gestantes infectadas podem transmitir o vírus ao feto, causando anemia fetal grave e hidropsia fetal.

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