Eritema Infeccioso: Diagnóstico e Complicações do Parvovírus B19

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022

Enunciado

Um menino de 4 anos, previamente hígido, frequenta a creche. Há 3 dias, está com mal-estar e febre e há 1 dia com vermelhidão na pele. Exame: FC = 90bpm, FR= 20irpm, lesões eritematosas nas regiões zigomáticas, preservando a região central da face e exantema reticulado em tronco e extremidades. O agente etiológico e uma complicação dele são:

Alternativas

  1. A) herpes-vírus 6 e 7; complicações neurológicas
  2. B) coxsackie vírus A-16 e A-10; complicações cardíacas
  3. C) vírus do sarampo; pneumornia
  4. D) parvovírus B19; manifestações hemorrágicas

Pérola Clínica

Parvovírus B19 (Eritema Infeccioso) → exantema reticulado + face esbofeteada. Complicações: crise aplástica, hidropsia fetal.

Resumo-Chave

O eritema infeccioso, causado pelo Parvovírus B19, é uma doença exantemática comum na infância. A apresentação clássica inclui o exantema em 'face esbofeteada' e um padrão reticulado no tronco e extremidades. É crucial reconhecer suas complicações, como a crise aplástica transitória em pacientes com anemias hemolíticas e hidropsia fetal em gestantes.

Contexto Educacional

O eritema infeccioso, causado pelo Parvovírus B19, é uma das doenças exantemáticas mais comuns na infância, com pico de incidência em crianças em idade escolar. Sua importância clínica reside não apenas na apresentação típica, mas nas potenciais complicações em grupos de risco. A transmissão ocorre principalmente por via respiratória, e a doença é geralmente benigna e autolimitada em indivíduos imunocompetentes. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na tríade de febre baixa, 'face esbofeteada' e exantema reticulado. A fisiopatologia envolve a replicação viral em precursores eritroides na medula óssea, o que explica a principal complicação: a crise aplástica transitória em pacientes com maior turnover eritrocitário, como aqueles com anemia falciforme ou esferocitose hereditária. Em gestantes, a infecção pode levar à anemia fetal grave e hidropsia fetal. O tratamento é de suporte, focando no alívio dos sintomas. Não há vacina disponível. O prognóstico é excelente para a maioria das crianças. No entanto, a identificação precoce de grupos de risco e o manejo adequado das complicações são cruciais para residentes, especialmente em pediatria e ginecologia-obstetrícia, para evitar desfechos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos do eritema infeccioso?

O eritema infeccioso, ou Quinta Doença, é caracterizado por um exantema facial eritematoso intenso, conhecido como 'face esbofeteada', seguido por um exantema reticulado (rendilhado) no tronco e nas extremidades. Febre baixa e mal-estar podem preceder o rash.

Quais são as principais complicações do Parvovírus B19?

As principais complicações incluem a crise aplástica transitória, especialmente em pacientes com anemias hemolíticas crônicas, e a hidropsia fetal em gestantes não imunes. Manifestações hemorrágicas, como a síndrome papular-purpúrica em 'luvas e meias', também podem ocorrer.

Como diferenciar o eritema infeccioso de outras doenças exantemáticas?

A diferenciação se baseia no padrão do exantema: 'face esbofeteada' e exantema reticulado são patognomônicos do eritema infeccioso. Sarampo apresenta exantema maculopapular cefalocaudal com manchas de Koplik, enquanto rubéola tem rash maculopapular mais discreto e linfadenopatia.

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