SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Fabiana, 6 anos, é levada à UPA com história de surgimento de exantema na face há 4 dias, com progressão para membros há 2 dias. Há exacerbação quando a criança é exposta ao sol, faz exercícios ou há mudança de temperatura. Nega febre e outros sintomas. Ao exame físico, observa-se presença de intensa hiperemia e edema em região das bochechas, presença de exantema macular rendilhado em tronco e membros. Cartão de vacina atualizado. Sobre o diagnóstico mais provável para o caso, assinale a alternativa CORRETA:
Eritema infeccioso (Quinta Doença) → 'Face esbofeteada' + exantema rendilhado = diagnóstico clínico.
O eritema infeccioso, causado pelo Parvovírus B19, é uma doença exantemática comum na infância. Seu diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nas características típicas do exantema: hiperemia intensa nas bochechas ('face esbofeteada') e um exantema macular rendilhado que se espalha para o tronco e membros, com exacerbação por calor ou exercício.
O eritema infeccioso, também conhecido como Quinta Doença ou 'doença da bochecha esbofeteada', é uma doença exantemática comum da infância causada pelo Parvovírus B19. É altamente contagiosa e afeta principalmente crianças em idade escolar, com picos de incidência na primavera. Embora geralmente benigna, a infecção por Parvovírus B19 pode ter implicações mais sérias em grupos específicos, como gestantes (risco de hidropsia fetal) e pacientes com anemias hemolíticas crônicas (risco de crise aplásica transitória). O diagnóstico do eritema infeccioso é predominantemente clínico, baseado na apresentação característica. O quadro inicia-se com um eritema intenso e edema nas bochechas, que confere a aparência de 'face esbofeteada'. Após alguns dias, surge um exantema macular rendilhado ou reticulado no tronco e membros, que pode persistir por semanas e exacerbar com estímulos como calor, sol ou exercício. A ausência de febre alta e outros sintomas sistêmicos graves é comum, diferenciando-o de outras doenças exantemáticas. O tratamento é sintomático, e a doença geralmente tem um curso benigno e autolimitado. Não há vacina disponível para o Parvovírus B19. O reconhecimento rápido dos sinais clínicos é crucial para evitar exames desnecessários e para aconselhar adequadamente os pais, especialmente sobre a benignidade da condição e as precauções em relação a contatos de risco, como gestantes.
Os sinais clássicos incluem a 'face esbofeteada' (eritema intenso e edema nas bochechas) e, após 1-4 dias, um exantema macular rendilhado ou reticulado que se espalha para o tronco e membros. Este exantema pode piorar com calor, exercício ou estresse.
Sim, o Parvovírus B19 pode causar outras condições, como crise aplásica transitória em pacientes com anemias hemolíticas crônicas, hidropsia fetal em gestantes infectadas e, em adultos, artralgia ou artrite, especialmente em mulheres.
A transmissão do Parvovírus B19 ocorre principalmente por via respiratória, através de gotículas. Não existe vacina disponível para o Parvovírus B19, e a prevenção se baseia em medidas de higiene, especialmente em surtos.
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