Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
Será realizada uma segmentectomia hepática em um paciente com hepatocarcinoma localizado. O cirurgião principal é canhoto, e sua equipe deve preparar a mesa de instrumentação cirúrgica de forma ergonômica e segura para o procedimento. O instrumentador, destro e acostumado com cirurgiões destros, organiza o material como de rotina. Das medidas indicadas a seguir, aquela que representa a adequação correta da montagem da mesa para o cirurgião canhoto, nesse tipo de cirurgia, é:
Cirurgião canhoto → Instrumentos de corte e síntese (bisturi, tesoura, porta-agulhas) à esquerda da mesa.
A ergonomia cirúrgica exige que os instrumentos de uso frequente e precisão sejam posicionados no lado da dominância do cirurgião para otimizar o fluxo e reduzir riscos.
A ergonomia no centro cirúrgico é um pilar da segurança do paciente e da saúde ocupacional da equipe médica. Em procedimentos de alta complexidade, como a segmentectomia hepática, a precisão é mandatória. A dominância manual do cirurgião dita a organização espacial: para um canhoto, o fluxo de trabalho natural ocorre da esquerda para a direita. Ignorar essa necessidade impõe um estresse biomecânico adicional, aumentando o tempo cirúrgico e a probabilidade de erros técnicos. A padronização da mesa cirúrgica deve, portanto, ser flexível o suficiente para acomodar a lateralidade da equipe principal, garantindo que os instrumentos de maior precisão estejam sempre ao alcance imediato da mão dominante.
A mudança é fundamental para a ergonomia e segurança do ato operatório. Instrumentos de corte e síntese, como bisturis e porta-agulhas, devem estar posicionados do lado dominante do cirurgião (à esquerda) para facilitar o alcance direto e reduzir movimentos desnecessários ou cruzamento de braços entre o cirurgião e o instrumentador. Isso minimiza a fadiga física da equipe e reduz significativamente o risco de acidentes com materiais perfurocortantes, garantindo que a passagem de materiais seja fluida e intuitiva durante tempos cirúrgicos críticos.
Devem ser priorizados os instrumentos de diérese (bisturis e tesouras) e de síntese (porta-agulhas e fios), além de pinças de preensão que o cirurgião utiliza com sua mão dominante. Em cirurgias de grande porte como a segmentectomia hepática, a agilidade na troca desses instrumentos é vital para o controle de hemostasia e precisão do parênquima. A disposição deve espelhar a montagem tradicional para destros, garantindo que o instrumentador, mesmo sendo destro, entregue o material na mão correta do cirurgião sem hesitação.
O instrumentador deve se posicionar de forma a facilitar a entrega dos materiais na mão dominante do cirurgião. Geralmente, o instrumentador permanece à frente ou ao lado do cirurgião, mas a mesa de instrumentos deve ser rotacionada ou reorganizada para que o setor de diérese e síntese fique acessível ao lado esquerdo do campo operatório. A comunicação prévia entre a equipe é essencial para que o instrumentador se adapte à dinâmica 'espelhada', evitando erros de posicionamento de pinças durante a cirurgia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo