HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
A avaliação clínica perioperatória é descrita como análise clínica que objetiva quantificar o risco de complicações clínicas perioperatórias. Essa avaliação deve ser baseada em variáveis clínicas e em resultados de exames subsidiários (quando indicados) e deve considerar os riscos de complicações cardíacas e não cardíacas.Manual do residente de clínica médica. Maria Helena Sampaio Favarato et al. 3.ª ed. - Santana de Parnaíba/SP: Manole, 2023.Considerando o texto acima apenas de caráter informativo sobre avaliação clínica perioperatória bem como sua importância e seus assuntos correlatos, julgue:Pacientes com Taxa de Equivalência Metabólica <7 são capazes de praticar esportes como futebol, tênis e natação.
Capacidade funcional < 4 METs = ↑ Risco cirúrgico; > 7-10 METs = Necessário para esportes intensos.
O MET quantifica o consumo de oxigênio; atividades de alta intensidade (futebol, natação) exigem > 7-10 METs, indicando boa reserva funcional.
A avaliação da capacidade funcional é um dos pilares da consulta pré-operatória, conforme as diretrizes da SBC e da AHA/ACC. Ela permite ao clínico estimar a reserva cardiopulmonar do paciente diante do estresse cirúrgico. A utilização de questionários, como o Índice de Atividade Específica de Duke, ajuda a traduzir as atividades cotidianas em valores de METs de forma prática no consultório. Pacientes capazes de realizar atividades que demandam > 10 METs apresentam excelente prognóstico perioperatório. Por outro lado, aqueles limitados a < 4 METs apresentam maior incidência de infarto perioperatório e insuficiência cardíaca. A afirmação de que pacientes com < 7 METs podem praticar esportes intensos é incorreta, pois essas atividades exigem um consumo de oxigênio que ultrapassa esse limite metabólico.
O Equivalente Metabólico (MET) é uma unidade que estima o custo energético de atividades físicas. 1 MET é definido como a taxa metabólica de repouso, aproximadamente 3,5 ml de O2/kg/min. Na avaliação perioperatória, os METs são usados para quantificar a capacidade funcional do paciente. Uma capacidade funcional maior ou igual a 4 METs (conseguir subir dois lances de escada ou caminhar rápido) está associada a um menor risco de eventos cardiovasculares perioperatórios adversos (MACE).
Atividades leves como vestir-se ou caminhar devagar em casa equivalem a 1-3 METs. Atividades moderadas, como caminhar a 6 km/h ou realizar trabalhos domésticos pesados, equivalem a 4-6 METs. Atividades vigorosas, como correr, nadar, jogar futebol ou tênis de simples, geralmente exigem mais de 7 a 10 METs. Portanto, um paciente com capacidade < 7 METs não teria reserva funcional adequada para esportes competitivos ou de alta intensidade.
Pacientes com capacidade funcional < 4 METs ou desconhecida, que serão submetidos a cirurgias de risco intermediário ou alto, podem necessitar de avaliação adicional com testes de estresse não invasivos (como ecocardiograma sob estresse ou cintilografia), especialmente se possuírem fatores de risco clínicos (índice de Lee ≥ 1). A baixa reserva funcional é um preditor independente de mortalidade e complicações pós-operatórias.
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