CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2022
Ao reduzirmos a prescrição do cilindro em um paciente que não se adaptou a seus óculos com a seguinte prescrição: -1,50 DE <> -3,50 DC x 180º, uma possível prescrição mantendo o equivalente esférico é:
Equivalente Esférico = Esfera + (Cilindro / 2).
Para manter a mesma focalização retiniana ao alterar o cilindro, deve-se ajustar a esfera em metade do valor da variação cilíndrica, preservando o equivalente esférico.
Na óptica geométrica, o conoide de Sturm representa o padrão de refração de uma lente astigmática. Ao prescrever óculos, o equilíbrio entre a nitidez e o conforto (adaptação) é essencial. A manutenção do equivalente esférico garante que, apesar da redução da correção do astigmatismo, o erro refracional médio seja compensado, evitando grandes deslocamentos do foco principal em relação à fóvea.
O equivalente esférico (EE) é o poder dióptrico médio de uma lente esferocilíndrica. Ele posiciona o 'círculo de menor confusão' do conoide de Sturm exatamente sobre a retina. É calculado somando-se algebricamente o valor da esfera a metade do valor do cilindro.
Para transpor: 1) A nova esfera é a soma algébrica da esfera antiga com o cilindro antigo; 2) O novo cilindro tem o mesmo valor numérico, mas sinal oposto; 3) O novo eixo é o antigo +/- 90 graus (mantendo entre 1 e 180).
Quando um paciente não tolera um cilindro alto, reduzimos o astigmatismo na receita. Para que a imagem não fique desfocada (embora fique levemente distorcida), ajustamos a esfera para que o centro do intervalo focal permaneça na retina, minimizando a perda de acuidade visual.
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